Crescimento Econômico na América Latina e Caribe
A economia da América Latina e do Caribe deverá apresentar um crescimento de 2,4% em 2023 e de 2,3% em 2024, segundo as informações divulgadas pela Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (Cepal) nesta terça-feira, 16 de outubro. Essa projeção ocorre em meio à fraqueza da demanda interna e um cenário global incerto.
Projeções da Cepal
A Cepal mantém suas expectativas para o desempenho econômico da região em ambos os anos. No entanto, ajustou suas estimativas para alguns países específicos. O relatório da Cepal destaca que "alguns países registraram exportações mais altas de bens e serviços, enquanto outros enfrentaram pressão sobre os termos de troca e maior volatilidade comercial".
Perspectivas para 2026
Para o ano de 2026, as perspectivas indicam que a região continuará a trilhar um caminho de baixo dinamismo, marcado por taxas de crescimento moderadas, um ambiente internacional frágil e persistentes restrições internas que impactam o investimento, a produtividade e a expansão do emprego formal.
Recuperação do Mercado de Trabalho
O órgão também observou que os mercados de trabalho estão em processo de recuperação, porém em um ritmo mais lento. O crescimento do emprego se dá de forma moderada, enquanto ainda existem lacunas de participação no mercado de trabalho e desocupação entre homens e mulheres. Adicionalmente, a informalidade permanece elevada na maioria dos países, o que restringe o aumento do consumo.
Estimativas por País
A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2025 permanece em 2,5%. Em contrapartida, a projeção para o México foi reduzida de 0,6% para 0,4%, refletindo um enfraquecimento da demanda interna, influenciado por um fluxo menor de remessas e uma queda no consumo e no investimento privados.
Por outro lado, a previsão para a Argentina foi mantida em 4,3% e para o Peru em 3,2%. A expectativa para a Colômbia foi elevada em 0,1 ponto percentual, passando para 2,6%, enquanto a estimativa para o Chile foi reduzida em 0,1 ponto, agora prevista em 2,5%.
Setores de Serviços
A economia regional ainda depende significativamente dos setores de serviços, os quais representam a maior parte do valor agregado e continuam a liderar a criação de empregos e a recuperação da economia após a pandemia da Covid-19.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


