Wall Street encerra em clima misto após taxa de desemprego alcançar maior nível em mais de quatro anos.

Wall Street encerra em clima misto após taxa de desemprego alcançar maior nível em mais de quatro anos.

by Ricardo Almeida
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Fechamento de Wall Street

Os índices da bolsa de valores de Nova Iorque, conhecidos como Wall Street, encerraram a sessão predominantemente em queda, impactados por novos dados do mercado de trabalho e uma nova queda nos preços do petróleo, com o barril do Brent sendo cotado abaixo de US$ 55, alcançando o nível mais baixo observado desde 2021.

Resultados dos Índices

Confira o fechamento dos principais índices:

  • Dow Jones: -0,62%, aos 48.114,26 pontos;
  • S&P 500: -0,24%, aos 6.800,26 pontos;
  • Nasdaq: +0,23%, aos 23.111,46 pontos.

Movimentações que Impactaram o Mercado

Na terça-feira, dia 16, os investidores em Wall Street ficaram atentos às informações sobre a economia e a política monetária que influenciaram o comportamento do mercado.

O payroll revelou a geração de 64.000 novas vagas de emprego em novembro, considerando os dados ajustados sazonalmente. Esse número superou a expectativa do mercado, que previa a criação de apenas 45.000 postos, e representou uma melhora em relação à acentuada queda observada em outubro.

Por outro lado, a taxa de desemprego subiu para 4,6%, superando o esperado e alcançando o nível mais alto desde setembro de 2021. Uma medida mais abrangente de desemprego, que inclui trabalhadores desalentados e aqueles que possuem empregos de meio período, subiu para 8,7%, atingindo o pico registrado em agosto de 2021.

Além dos dados referentes ao mês de novembro, o Bureau of Labor Statistics (BLS) também apresentou uma revisão para o mês de outubro, mostrando uma redução de 105.000 vagas de empregos. Embora não existisse uma estimativa oficial, os economistas do mercado esperavam amplamente por uma redução após a adição inesperada de 108.000 vagas em setembro.

“Os dados de emprego da economia norte-americana para outubro e novembro indicam que a decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC) de cortar as taxas de juros na reunião de dezembro foi adequada, considerando os sinais de fragilidade que estão se intensificando, com a taxa de desemprego alcançando seu valor mais alto desde setembro de 2021, o que eleva as chances de que o Fed também promova um novo corte em janeiro”, analisa André Valério, economista sênior do Inter.

Por sua vez, Sara Paixão, analista de macroeconomia da InvestSmart XP, afirmou que “os dados mais recentes não impactaram de forma significativa as expectativas, pois não forneceram um sinal claro sobre a evolução do emprego”.

Expectativas em Relação a Juros

Durante o dia, o mercado indicava uma probabilidade de 75,6% de que o Fed mantivesse as taxas de juros inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na primeira decisão de 2026. A possibilidade de um corte de 0,25 ponto percentual estava estimada em 24,4%. Esses percentuais permaneceram estáveis em relação ao dia anterior.

Nomeação do Novo Presidente do Fed

Os investidores também demonstraram interesse nas movimentações em torno da escolha de um novo presidente para o Federal Reserve, especialmente pelo término do mandato de Jerome Powell, previsto para maio de 2026.

O conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, que é um dos principais candidatos ao cargo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a independência do Banco Central é “extremamente importante”.

Essa afirmação foi feita em meio a preocupações sobre a possibilidade de Hassett, que pode suceder Jerome Powell na liderança do Fed, ser muito próximo de Trump. Em uma entrevista à CNBC, ele destacou a relevância da independência do Federal Reserve e mencionou que há um considerável espaço para a redução das taxas de juros na economia dos EUA, uma recomendação defendida por Trump desde seu retorno ao cargo.

Qualificações dos Candidatos

Mais cedo, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que tanto Kevin Warsh quanto Kevin Hassett são qualificados para assumir a presidência do Fed. “Necessitamos de alguém que possua uma mente aberta”, observou Bessent.

Ele acrescentou que é fundamental que essa pessoa “desconstrua a ideia, que muitas vezes é sustentada pelo Fed, de que o crescimento gera inflação. O crescimento não é o causador da inflação. Na verdade, a inflação é resultado do atrito que ocorre quando há uma demanda na economia superior à oferta”, completou em uma entrevista à Fox Business Network.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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