Barril Brent supera os US$ 60 e WTI avança 2,44% em dia de otimismo no setor energético
O mercado global de energia passou por uma sessão marcada por um forte apetite ao risco nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025. O setor de exploração de petróleo, que enfrentou uma sequência de volatilidade, encontrou suporte em fatores geopolíticos e técnicos, resultando em uma valorização significativa dos principais contratos futuros de referência no mundo. Essa valorização da commodity funcionou como um importante indicativo de resiliência diante das incertezas do mercado interno brasileiro, trazendo um fôlego extra para as empresas de petróleo listadas na B3.
No cenário internacional, o Óleo Brent (CCOM:OILBRENT), que serve como referência para a estratégia de preços da Petrobras, encerrou o dia com uma valorização expressiva de 3,00%, sendo negociado a US$ 60,46. O contrato abriu o pregão a US$ 59,19, alcançou uma máxima de US$ 60,52 e uma mínima de US$ 59,08, com uma variação absoluta de US$ 1,76 por barril.
Da mesma forma, o Petróleo WTI (CCOM:OILCRUDE), referência norte-americana, também registrou uma tendência positiva, fechando com alta de 2,44%, com preço final de US$ 56,72. O contrato começou o dia a US$ 55,48, atingiu um pico de US$ 56,82 e manteve o patamar mínimo em US$ 55,48, com um ganho de US$ 1,35 durante o dia.
Fatores que impulsionaram os preços do petróleo hoje
Sanções e Geopolítica: O governo dos Estados Unidos anunciou novas restrições a navios envolvidos no transporte de petróleo venezuelano, além de impor sanções a grupos que atuam no comércio irregular de combustíveis, o que resulta em uma onda de restrição na oferta global.
Ajuste de Expectativas: Apesar de a Opep ter revisado para baixo suas previsões de demanda para 2025, o mercado respondeu de forma positiva ao fechamento de posições vendidas e ao foco na limitação da oferta no mercado.
Conflitos Trabalhistas no Brasil: A greve nacional dos petroleiros, que impacta 100% da Bacia de Campos e várias refinarias, gerou preocupações sobre a continuidade do fluxo de produção, embora a Petrobras tenha assegurado a normalidade no abastecimento.
Produção Recorde: O Brasil se firmou como o sétimo maior produtor mundial de petróleo, superando a marca de 4 milhões de barris diários, o que mantém o país na mira de grandes investidores do setor.
Refletindo o otimismo do mercado externo, as ações da Petrobras (BOV:PETR4) | (BOV:PETR3) | (NYSE:PBR) | (NYSE:PBR.A) apresentaram um desempenho sólido. As ações preferenciais (PETR4) subiram 1,11%, fechando a R$ 31,08, enquanto os papéis ordinários (PETR3) avançaram 0,68%, sendo cotados a R$ 32,53. Na bolsa de Nova York, os ADRs (PBR) encerraram o dia com uma leve alta de 0,08%, a US$ 11,80, e os papéis PBR.A subiram 0,09%, alcançando um preço de US$ 11,26.
No segmento de petroleiras juniores brasileiras, a Brava Energia (BOV:BRAV3) se destacou, com suas ações crescendo 3,69%, atingindo R$ 14,60. Este movimento foi estimulado pelo anúncio de um robusto plano de investimentos de US$ 550 milhões para 2026, com objetivos de produção de 100 mil barris diários até 2027.
Outras companhias do setor seguiram a tendência positiva observada na bolsa paulista. A Petroreconcavo (BOV:RECV3) registrou um aumento de 1,54%, finalizando o dia a R$ 10,57. A Prio (BOV:PRIO3) apresentou uma variação discreta de 0,05%, com preço de R$ 38,57, enquanto a Refinaria de Manguinhos (BOV:RPMG3) disparou 3,35%, encerrando o dia a R$ 2,16.
No mercado dos Estados Unidos, as grandes empresas do setor também se beneficiaram da valorização da commodity. A Exxon Mobil (NYSE:XOM) subiu 2,48%, fechando a US$ 117,52, enquanto a Chevron (NYSE:CVX) avançou 2,00%, com ações cotadas a US$ 149,69. A ConocoPhillips (NYSE:COP) obteve um dos melhores desempenhos do setor na NYSE, registrando um incremento de 4,55%, com preço final de US$ 94,90.
A tendência de alta se estendeu além do Atlântico. Na Europa, a TotalEnergies (EU:TTE) viu suas ações subirem 1,16% na Euronext, fechando a 55,13 euros. Na Bolsa de Londres, a Shell (LSE:SHEL) teve uma alta de 1,18%, enquanto a BP (LSE:BP.) avançou 0,72%. Na Noruega, a Equinor (NYSE:EQNR), que também é negociada nos Estados Unidos, subiu 2,77%, fechando a US$ 23,03.
A italiana Eni (BIT:ENI) também se beneficiou do cenário favorável, apresentando uma valorização de 1,15% no mercado de Milão. O setor como um todo parece estar ajustando seus preços para refletir um cenário de oferta mais restrita em 2026, mesmo diante de sinais de desaceleração econômica na Ásia, que foram ignorados temporariamente.
Este desempenho do petróleo nesta quarta-feira destaca a importância contínua das commodities como âncoras de liquidez para o mercado brasileiro. Para investidores que buscam proteção e dividendos, o setor de óleo e gás representa uma peça-chave na estratégia de alocação de ativos.
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Fonte: br.-.com


