Riscos para o mercado de ações em 2026
Os investidores estão desconsiderando dois grandes riscos para o mercado de ações enquanto se aproximam de 2026, segundo Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management. Para o novo ano, Slok mantém uma visão geral otimista, mas reconhece que um importante obstáculo é o fato de que o mercado atualmente está precificando cortes de taxa de juros mais significativos do que o Federal Reserve indicou para 2026.
Expectativas do Federal Reserve
Embora os mercados tenham precificado pelo menos dois cortes nas taxas para o próximo ano, a projeção dos membros individuais do banco central dos Estados Unidos indica apenas um corte de taxa de juros. "Minha expectativa é que o Fed não cortará muito, porque a inflação ainda se encontra em níveis muito elevados e, ao mesmo tempo, estamos observando um crescimento contínuo na economia", afirmou Slok durante a apresentação do programa "Squawk on the Street" na CNBC, na manhã de sexta-feira.
Impactos sobre o S&P 500
Para as ações — especialmente para o S&P 500 — a situação se torna bastante relevante, pois se as taxas de juros não caírem, isso poderá retomar o ambiente que temos visto nos últimos anos, no qual o custo do capital permanece elevado.
Risco de tarifas impostas
Slok também mencionou que outro risco para as ações poderá surgir se a Suprema Corte decidir derrubar as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump, que foram estabelecidas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. O presidente anunciou muitas dessas tarifas retaliatórias em abril deste ano, em um dia que ele chamou de "dia da libertação".
Alternativas em caso de perda judicial
Representantes da administração afirmaram que existem outras opções para implementar tarifas, caso Trump perca no tribunal. "Isso poderia se tornar um risco de manchete muito importante para os mercados, porque de repente, se o governo precisar reembolsar US$ 150 bilhões a US$ 200 bilhões àqueles que pagaram tarifas excessivas, isso significará mais pressão para o aumento da emissão de dívida pública. E isso apenas reabrirá a discussão sobre uma possível pressão adicional sobre a extremidade longa da curva de rendimentos, resultando em uma curva de rendimento mais inclinada, exatamente como vimos nos últimos meses", explicou Slok.
Situação da economia
No entanto, o economista sustenta que a economia continua em boa forma à medida que o novo ano se aproxima. "A lista de fatores que atuam como ventos favoráveis está se tornando cada vez mais extensa", acrescentou.
Fonte: www.cnbc.com


