Ibovespa (IBOV) cai devido a riscos institucionais e atenção nas expectativas para 2026; 5 pontos essenciais para investidores hoje (29)

Ibovespa (IBOV) cai devido a riscos institucionais e atenção nas expectativas para 2026; 5 pontos essenciais para investidores hoje (29)

by Ricardo Almeida
0 comentários

Ibovespa: cena macroeconômica e eleitoral em foco

O Ibovespa (IBOV) dá início à última semana de 2025 com os investidores atentos ao cenário macroeconômico e político que se desenha para o próximo ano.

Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira apresentava um aumento de 0,09%, atingindo a marca de 161.040,26 pontos. Contudo, poucos minutos depois, o Ibovespa registrou uma queda em função da escalada do risco institucional, em decorrência das atuações do Banco Central e do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao Caso Master.

Às 10h21, o índice já declinava 0,26%, estabelecendo-se em 160.434,24 pontos.

O desempenho do dólar

O dólar à vista estava em alta em relação ao real, influenciado pelo desempenho global da moeda norte-americana. Neste mesmo horário, a cotação do dólar subia para R$ 5,5720, representando um aumento de 0,49%.

5 tópicos relevantes para investidores do Ibovespa nesta segunda-feira (29)

1 – Expectativas para 2026

Os economistas consultados pelo Banco Central revisaram marginalmente suas previsões de inflação para este ano e para o próximo, mantendo inalteradas as projeções relacionadas à taxa Selic, conforme o último Boletim Focus divulgado recentemente.

Para 2025, a expectativa para o IPCA foi reduzida para 4,32%, uma leve diminuição em relação aos 4,33% previstos na semana anterior, marcando o sétimo corte consecutivo dessa projeção. Para 2026, a expectativa registrou e sexta queda sucessiva, agora com uma mediana de 4,05%, comparada aos 4,06% da semana anterior.

A meta estabelecida pelo Banco Central é uma inflação de 3,0%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Os economistas mantiveram a previsão de que a taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano, encerre 2026 em 12,25%, com o primeiro corte sendo realizado em março, de 0,5 ponto percentual, segundo a mediana das estimativas. Além disso, a previsão de inflação para o próximo ano diminuiu de 4,06% para 4,05%.

2 – Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M)

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) apresentou uma variação negativa de 0,01% em dezembro, encerrando o ano com uma queda acumulada de 1,05%, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

A expectativa apurada em uma pesquisa da Reuters previa um avanço de 0,15% para o mês de dezembro. Em 2024, o IGP-M havia acumulado um aumento de 6,54%.

Em nota, o economista do FGV Ibre, Matheus Dias, explicou que a deflação do ano refletiu a desaceleração da atividade econômica global e um nível elevado de incerteza, que limitaram os repasses de aumentos de custos. A melhora nas safras agrícolas também contribuiu para a redução dos preços das matérias-primas.

“Apesar disso, os preços ao consumidor continuaram apresentando um aumento moderado, com pressões concentradas em serviços e habitação – embora essas pressões ao longo do ano tenham se alinhado com o intervalo de tolerância da meta”, afirmou Dias.

3 – Cenário político e eleitoral

O PT continua sendo o partido mais mencionado pelos brasileiros, com 24% dos entrevistados indicando seu apoio ao partido, tendência que se mantém desde o final da década de 1990. O PL ocupa a segunda posição, com 12% de menções, apoiado pela memória nacional relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso, de acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha.

Entretanto, 46% da população afirma não ter preferência por nenhum partido político. O MDB, que ocupa a terceira colocação, obteve apenas 2% da preferência do eleitorado.

Segundo o instituto, o cenário apresenta estabilidade para o PT no terceiro governo Lula, com seus índices variando de 23% a 27%. O partido de Bolsonaro, por sua vez, alcançou um índice recorde na série histórica que se inicia em 1989.

A pesquisa coletou respostas de 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 4 de dezembro, em 113 municípios, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

4 – Avanços nas negociações entre EUA e Ucrânia

No dia 28, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que ele e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, estavam “chegando muito mais perto, talvez muito perto” de um acordo que poderia pôr fim à guerra na Ucrânia, ao mesmo tempo em que reconheceu que a questão do destino da região de Donbas permanece uma questão fundamental não resolvida.

Os dois líderes realizaram uma coletiva de imprensa conjunta após se encontrarem no resort Mar-a-Lago, na Flórida. Eles ressaltaram progresso em duas das questões mais polêmicas nas negociações de paz: as garantias de segurança para a Ucrânia e a divisão da região de Donbas no leste, que está sob constante disputa pela Rússia.

Por sua vez, hoje, o Kremlin afirmou que a Ucrânia deve retirar suas tropas da parte controlada para poder alcançar a paz, advertindo que, caso o governo de Kiev não chegue a um acordo, poderá perder ainda mais território.

5 – Alta nos preços do petróleo

Os preços do petróleo apresentaram um aumento superior a 2% nesta segunda-feira, à medida que os investidores acompanham as negociações entre os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia a respeito de um potencial acordo para encerrar a guerra na Ucrânia. Além disso, a possibilidade de interrupção no fornecimento de petróleo no Oriente Médio continua a ser uma preocupação para o mercado.

Por volta das 10h (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent, com vencimento em março, subiam 2,32%, alcançando a cotação de US$ 61,64 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

No mesmo horário, o preço do petróleo West Texas Intermediate (WTI), que serve como referência para o mercado norte-americano, apresentava uma alta de 2,61%, sendo negociado a US$ 58,22 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.

Vale ressaltar que, na última sexta-feira (26), os índices de referência desses petróleos haviam caído mais de 2%.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy