Inspeção do TCU sobre o Banco Master
O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou, nesta sexta-feira, uma inspeção para examinar os documentos pertinentes à liquidação do Banco Master pelo Banco Central. A informação foi confirmada pelo presidente da corte de contas, Vital do Rêgo.
Contexto da Inspeção
A decisão de realizar a inspeção surge após o ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, solicitar na semana anterior esclarecimentos ao Banco Central sobre a liquidação do Banco Master. Esse pedido de informações levou a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) a defenderem a atuação do BC durante o processo de liquidação.
Rêgo explicou que o objetivo da inspeção é "conhecer dos documentos e, por isso, é uma inspeção… conhecer a documentação que levou o Banco Central a liquidar, saber o calendário que o Banco Central teve em relação a essa liquidação e embasar um procedimento da unidade técnica". A declaração foi dada à Reuters.
Resposta do Banco Central
Em relação à solicitação de comentários sobre a inspeção do TCU, o Banco Central não forneceu uma resposta imediata.
Liquidação do Banco Master
O Banco Central declarou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro, justificando a medida por "graves violações" às normas do Sistema Financeiro Nacional, além de problemas de liquidez. No mesmo dia da liquidação, a Polícia Federal prendeu o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, em razão de uma operação destinada a investigar suspeitas de crimes relacionados a bilhões de reais contra o Sistema Financeiro Nacional.
Desenvolvimento da Operação
Além da prisão de Vorcaro, que ocorreu no aeroporto antes de uma viagem internacional, a Justiça também determinou o afastamento do presidente do banco estatal de Brasília, BRB, Paulo Henrique Costa, por um período de 60 dias, em decorrência da operação denominada Compliance Zero.
Na última terça-feira, a Polícia Federal realizou uma acareação entre Vorcaro e Costa como parte da investigação sobre o Banco Master que está sendo conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Inicialmente, os dois executivos foram ouvidos separadamente, assim como o diretor de fiscalização do Banco Central.
Esclarecimento de Depoimentos
A acareação teve como objetivo esclarecer eventuais diferenças nas declarações previamente dadas pelos dois executivos. A defesa do ex-presidente do BRB informou, em nota, que não houve contradições, mas sim "apenas percepções distintas sobre os mesmos fatos". A defesa de Vorcaro, quando contatada pela Reuters, não se pronunciou sobre o assunto.
Negociações Anteriores
Antes da liquidação do Banco Master, o BRB havia negociado a aquisição do controle da instituição financeira, mas a proposta foi rejeitada pelo Banco Central.
Fonte: www.moneytimes.com.br


