Reivindicação de María Corina Machado
A líder da oposição na Venezuela e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, solicitou que Eduardo González Urrutia, que é seu adversário político a ser eleito nas eleições de 2025, assuma imediatamente a Presidência da Venezuela. Esta reivindicação foi feita em um contexto de intenso conflito político e militar no país, que se intensificou com a recente intervenção militar dos Estados Unidos.
Em uma declaração oficial publicada no início da tarde deste sábado (3), poucas horas após a operação militar norte-americana em solo venezuelano, María Corina afirmou que esse momento representa a “hora da liberdade”.
Ela destacou: “Este é o momento dos cidadãos. Para aqueles de nós que arriscaram tudo pela democracia em 28 de julho. Para aqueles de nós que elegeram Edmundo González Urrutia como o legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Nacionais por todos os oficiais e soldados que as compõem”. A mensagem foi divulgada através da rede social X.
Venezolanos, llegó la hora de la libertad. pic.twitter.com/ehy20V1xm9
— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) 3 de enero de 2026
Ação militar dos EUA na Venezuela
Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos realizaram um ataque militar na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A operação foi confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, em coletiva à imprensa na manhã do mesmo dia.
Trump estabeleceu que as forças armadas dos Estados Unidos permanecerão na Venezuela com a finalidade de “comandar o país” até que ocorra uma transição política. “Estamos lá agora, mas vamos permanecer até que uma transição adequada possa acontecer. Então vamos continuar operando até que isso aconteça. Essencialmente, vamos comandar até que possamos fazer uma transição segura, adequada e sensata”, afirmou Trump em seu pronunciamento inicial durante a coletiva de imprensa. O evento foi realizado na residência privada de Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida.
Em entrevistas anteriores à coletiva, o presidente dos EUA relatou que acompanhou a operação como “quem assiste a um programa de televisão”. Ele também mencionou que Maduro e Cilia Flores já estariam a bordo de um navio militar dos EUA em direção a Nova York. Para comprovar a vida do presidente venezuelano, Trump publicou uma imagem de Maduro a bordo do USS Iwo Jima, um navio de guerra norte-americano, em resposta a um pedido de prova de vida feito pela vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez.
Durante a coletiva, Trump expressou ceticismo em relação à capacidade de María Corina Machado de governar a Venezuela, afirmando que ela não possui o apoio e o respeito do povo, e que, até aquele momento, não havia contatado a líder de oposição após a prisão de Maduro.
Fonte: www.moneytimes.com.br

