Nomeação de Liquidante da Reag DTVM
Na quinta-feira, dia 15, Antônio Pereira de Souza foi nomeado como liquidante da Reag DTVM. Souza já exerceu a mesma função durante parte do processo de liquidação do Banco Bamerindus. Ele trabalhou como servidor do Banco Central do Brasil (BC) por 24 anos, entre os anos de 1984 e 2008. Com um perfil discreto nas redes sociais, sua responsabilidade agora será a dissolução da gestora ao longo dos próximos anos.
Experiência Previa
A principal experiência de Souza em situações semelhantes foi no caso do Banco Bamerindus. O processo de liquidação deste banco teve início em 1997, mas Antônio assumiu as funções em 2008, sucedendo Sérgio Rodrigues Prates, que era o liquidante na época. Souza permaneceu à frente do caso até o final de 2014, quando a liquidação foi encerrada, após a aquisição do espólio do banco e de suas subsidiárias pelo BTG Pactual.
Passagem pelo Banco Central
As informações sobre a trajetória de Souza no Banco Central são limitadas em bancos de dados oficiais. Contudo, é conhecido que o ex-servidor participou de pelo menos dois inquéritos relacionados a instituições bancárias. O primeiro, em 1995, foi contra o Banco Econômico, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo BC em 1996. O segundo inquérito ocorreu em 2004 e foi direcionado ao Banco Santos, que foi liquidado pelo BC em 2005.
Responsabilidade Técnica
Formalmente, Antonio Pereira de Souza é o responsável técnico pela liquidação da CBSF DTVM, o novo nome da Reag DTVM após a sua liquidação. A empresa APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda., que é oficialmente a liquidante, tem Souza como único sócio. Fundada em 2022, a empresa possui um capital social de R$ 20 mil e está situada em uma casa em Boa Vista, um bairro de classe média predominantemente residencial em Curitiba, Paraná.
Decretação da Liquidação Extrajudicial
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag DTVM na mesma data da nomeação de Souza, um dia após a Polícia Federal ter conduzido a segunda fase da operação Compliance Zero. Esta operação investiga um suposto esquema bilionário de desvio de recursos e compra de ativos fraudulentos, envolvendo o Banco Master, que foi liquidado em novembro, usando recursos da gestora.
Motivos da Liquidação
Conforme informações divulgadas pelo Broadcast, um sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a liquidação ocorreu porque a Reag foi identificada como facilitadora de atividades ilícitas. Além disso, a gestora teria violado diversas leis e normas relacionadas ao gerenciamento de riscos, compliance e auditoria interna.
Impacto no Sistema Financeiro
Havia uma preocupação de que o histórico da Reag DTVM pudesse causar indisciplina no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e prejudicar os interesses dos mercados financeiros e de capital. Esse cenário levou à avaliação de que intervenções menos severas seriam insuficientes para resolver os problemas apresentados pela instituição.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


