Anúncio de Parceria Comercial entre Canadá e China
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou na sexta-feira (16) a redução de tarifas e a formalização de novos acordos comerciais e de investimentos com a China, após um encontro em Pequim com o presidente chinês, Xi Jinping. Essas medidas são parte de uma nova "parceria estratégica" entre os dois países, que se concentrará nos setores de energia, agroalimentos e comércio.
Abertura de Mercado para Veículos Elétricos
Entre os principais anúncios feitos por Carney, está a autorização para a entrada de até 49 mil veículos elétricos chineses no mercado canadense, com uma tarifa reduzida de nação mais favorecida de 6,1%. Essa decisão, segundo o premiê, deve estimular a formação de joint ventures no país e fortalecer a cadeia local de produção, criando "novas opções de menor custo" para os consumidores canadenses.
Acordo no Setor Agroalimentar
No que tange ao setor agroalimentar, Carney comunicou a assinatura de um acordo preliminar para a diminuição de barreiras comerciais. Pelo acordo, a China deverá, até 1º de março, reduzir as tarifas sobre a canola canadense de aproximadamente 84% para cerca de 15%.
Além desse ponto, a partir da mesma data, ervilhas, lagostas e caranguejos deixarão de ser submetidos a tarifas discriminatórias. Em postagem em uma rede social, o premiê afirmou que essa iniciativa visa "remover barreiras comerciais para destravar bilhões de dólares em negócios" para os produtores e trabalhadores canadenses.
Metas de Exportação e Cooperação
Os comunicados emitidos pelo governo canadense ainda ressaltam a meta de aumentar em 50% as exportações do Canadá para a China até 2030. Além disso, haverá um fortalecimento da cooperação em áreas como energia limpa, governança global, segurança, intercâmbio cultural e turismo.
Enfoque na Diversificação Comercial
Segundo Carney, "ao alavancar nossas forças e focar em comércio, energia e agroalimentos", tanto o Canadá quanto a China estão empenhados em construir uma parceria que "beneficie os povos de ambas as nações".
Ele destacou que, "em um mundo mais dividido e incerto", o Canadá está trabalhando "com urgência" para diversificar seus parceiros comerciais e atrair novos investimentos. Essa visita representa a primeira vez que um primeiro-ministro canadense viaja à China desde 2017.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


