Nova fase da Compliance Zero pode levar até seis meses para perícia

Nova fase da Compliance Zero pode levar até seis meses para perícia

by Ricardo Almeida
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Análise da Operação Banco Master pela PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) estima que levará entre quatro a seis meses para concluir a análise do extenso volume de informações coletadas na recente operação relacionada ao Banco Master. A declaração foi feita por uma fonte do órgão que possui conhecimento direto sobre o caso.

Quebras de Sigilo e Material Apreendido

Neste caso, a PGR irá investigar a quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas, tanto físicas quanto jurídicas. Algumas dessas entidades possuem movimentações financeiras que chegam à casa dos bilhões. Além disso, será realizada a análise do material apreendido nas buscas e apreensões em 42 endereços, que foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os itens apreendidos estão dezenas de celulares e computadores, conforme afirmou a fonte à agência Reuters.

Diante desse cenário, é improvável que quaisquer conclusões sejam alcançadas antes do final do primeiro semestre do ano, considerando o cenário mais otimista. Após completar essa fase de análise, a PGR tomará decisões sobre a apresentação de acusações criminais contra os envolvidos, incluindo Daniel Vorcaro, acionista controlador do Banco Master.

Estrutura Técnica e Colaboração com a Polícia Federal

A fonte ressaltou que a PGR possui uma estrutura técnica capaz de realizar as perícias e análises necessárias para a investigação do caso, e contará, para isso, com o auxílio da Polícia Federal (PF). No dia da operação, o relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli, determinou que todo o material coletado fosse enviado à PGR para análise. Essa decisão foi considerada atípica, já que normalmente é a própria PF que faz essa análise e encaminha os resultados ao Ministério Público.

“A gente tem estrutura para fazer a análise do material, desde a extração de dados brutos até a verificação da movimentação financeira”, afirmou a fonte. Ela destacou ainda que a PGR já havia realizado análises semelhantes anteriormente, envolvendo outros casos de relevância, como os atos de vandalismo ocorridos no dia 8 de janeiro, que afetaram as sedes dos Três Poderes.

Relação entre a PGR e a Polícia Federal

Apesar da determinação de Toffoli, a fonte assegurou que a relação da PGR com a PF é boa e que não existem confusões operacionais entre as duas instituições. Na última sexta-feira, Toffoli acatou um pedido da PF e prorrogou o inquérito sobre o Banco Master por mais 60 dias. Esse tipo de prorrogação é comum em investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal, desde que sejam apresentadas justificativas adequadas.

Diálogo entre PGR e PF

De acordo com informações de uma fonte da PGR e de outra da PF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se reuniu com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para discutir questões de procedimento entre os dois órgãos. "O diálogo teve como interesse comum sempre preservar a prova", informou a fonte.

A conversa foi considerada produtiva, com alinhamento não apenas em relação ao caso do Banco Master, mas também em relação a outras investigações semelhantes que envolvem as duas entidades. A fonte da PGR ressaltou que foi definida uma estratégia conjunta de atuação, sempre sob a supervisão do STF.

Sensibilidade do Caso e Foco na Investigação

As fontes das duas instituições reconheceram a sensibilidade do caso e explicaram que o trabalho da PGR e da PF tem como objetivo minimizar a tensão gerada pela operação. A fonte da PGR acrescentou que não há discussões em andamento sobre a possibilidade de solicitar ao STF a reversão da liquidação do Banco Master, que foi determinada pelo Banco Central.

O foco da investigação permanece no aspecto criminal, voltando-se para a apuração de eventuais fraudes na gestão do Banco Master. A PGR não está considerando reverter uma decisão administrativa já tomada pelo Banco Central.

Possibilidade de Acordo de Delação Premiada

Até o momento, segundo a fonte, não houve nenhum indício dentro da PGR sobre a cogitação de acordos de delação premiada, e nenhum dos envolvidos no caso buscou o órgão para discutir essa possibilidade. A fonte afirmou que é pouco provável que isso aconteça antes da análise detalhada dos documentos. Adicionalmente, qualquer eventual colaboração só seria considerada se pudesse apresentar novos elementos relevantes a partir dessa avaliação.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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