Dólar Sofre Pressão Frente ao Real
O dólar enfrentou uma pressão negativa em relação a diversas moedas emergentes, incluindo o real brasileiro, devido à valorização das commodities, além do recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à imposição de novas tarifas a países europeus e suas declarações sobre a Groenlândia.
Fechamento do Dólar à Vista
Na sessão desta quarta-feira, 21, o dólar à vista (USDBRL) encerrou em R$ 5,208, apresentando uma queda de 1,11%.
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Esse movimento contrastou com a tendência observada no cenário internacional. Por volta das 17h, no horário de Brasília, o DXY, que é um indicador que compara o dólar com uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, apresentava uma alta de 0,15%, alcançando 98,791 pontos.
Fatores que Influenciaram o Dólar
O recuo do dólar em relação ao real se deveu a um breve alívio nas tensões geopolíticas, o que gerou um maior apetite por risco entre os investidores internacionais.
No Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, Donald Trump declarou que não fará uso da força para “conquistar” a Groenlândia. O presidente afirmou: “As Forças Armadas não estão sendo cogitadas. Não acho que será necessário, realmente não acho. Acho que as pessoas vão usar o bom senso e acho que isso não será necessário”.
Já no final da tarde, Trump voltou a sua posição anterior, afirmando que retirou a ameaça de impor tarifas a diversas nações devido à sua postura em relação à Groenlândia. Ele comentou que estabeleceu linhas gerais de um acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre o futuro da ilha. “Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro”, disse Trump em uma publicação no Truth Social, após reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Davos, sem fornecer detalhes sobre o acordo.
Tarifas Imandadas e Reações
No último fim de semana, o presidente norte-americano havia ameaçado a aplicação de taxas de importação sobre aliados europeus que se opuseram à anexação da Groenlândia pelos EUA. Em um post no Truth Social, Trump afirmou que tarifas adicionais de importação de 10% começariam a vigorar em 1º de fevereiro sobre produtos provenientes da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos, Finlândia e Reino Unido, todos já submetidos a tarifas previamente impostas por ele.
E essas alíquotas teriam um aumento para 25% a partir de 1º de junho, mantendo-se até que se chegasse a um acordo para a compra da Groenlândia por parte dos Estados Unidos.
André Valério, economista sênior do Inter, comentou sobre a situação: “A perspectiva de uma distensão nas relações entre Europa e Estados Unidos desencadeou um ambiente de risk-on, que favoreceu o resto do mundo, em meio à elevada incerteza em torno do governo Trump e à já grande exposição global a ativos americanos”.
Valorização das Commodities e Impactos no Real
A significativa valorização das commodities também contribuiu para favorecer o real. Segundo especialistas, houve uma movimentação de fluxos financeiros direcionados a economias além dos Estados Unidos, beneficiando, de maneira geral, os mercados emergentes. Essa movimentação foi impulsionada, especialmente, pelo aumento expressivo do preço do gás natural.
Fonte: www.moneytimes.com.br

