Crescimento do PIB Brasileiro em Novembro
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 1,1% em novembro, comparado ao mês anterior, conforme dados do Monitor do PIB, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Em relação ao mesmo mês do ano de 2024, houve um aumento de 1,9% em novembro de 2025. A taxa acumulada em doze meses até novembro foi de 2,2%.
Tendência de Crescimento Após Recuos
Esse crescimento observado na passagem de outubro para novembro segue dois meses consecutivos de declínios.
Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB – FGV, comentou que, "apesar da continuidade da perda de fôlego em determinadas atividades, como transporte e serviços de informação, outros setores apresentaram crescimento após meses de queda, incluindo a indústria de transformação, o comércio e os investimentos, a chamada formação bruta de capital fixo." Ela acrescentou que, embora o consumo das famílias não tenha tido uma contribuição expressiva em novembro, ainda assim manteve-se com uma taxa positiva, o que também foi fundamental para o desempenho econômico positivo.
Metodologia e Comparações
O Monitor do PIB é uma ferramenta que antecipa a tendência do principal índice econômico do Brasil, utilizando fontes de dados e metodologia semelhantes às empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.
Juliana Trece destacou que, "mesmo com a pressão provocada pelos altos juros ao longo do ano, a economia voltou a mostrar um crescimento mais robusto em novembro."
Análise do Trimestre
No trimestre encerrado em novembro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 1,5%. Na análise sob a perspectiva da demanda, o consumo das famílias avançou 1,2% neste período.
Crescimento do Consumo das Famílias
Após uma desaceleração que perdurou desde o final de 2024 e que havia feito o crescimento do consumo ficar próximo a 0% em meados de 2025, as famílias brasileiras presentaram um crescimento mais acentuado no trimestre encerrado em novembro. O relatório do Monitor do PIB ressalta que "este retorno ao crescimento é explicado pelo término das contribuições negativas sentidas no consumo de bens duráveis e não duráveis, que prejudicaram o desempenho do consumo durante todo o ano de 2025. Além disso, houve um aumento significativo no consumo de serviços."
Formação Bruta de Capital Fixo
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que é a medida dos investimentos no PIB, apresentou alta de 1,3% no trimestre até novembro de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. O setor de máquinas e equipamentos teve uma contribuição negativa, enquanto a construção civil manteve taxas de crescimento positivas, embora estas tenham sido mais moderadas.
Exportações e Importações
As exportações de bens e serviços aumentaram 8,8% no trimestre até novembro de 2025, em comparação com o mesmo trimestre de 2024. A FGV explicou que "as exportações continuaram a expandir em 2025, com contribuições positivas em todos os tipos de produtos. Apesar de um recuo na contribuição das exportações da extrativa mineral no trimestre findo em novembro, este foi compensado pelo aumento nas exportações de produtos agropecuários, bens intermediários, bens de capital e serviços."
Por outro lado, as importações subiram 4,0% no trimestre até novembro, comparadas ao mesmo trimestre do ano anterior. Essa alta foi influenciada por uma contribuição positiva de bens de capital e bens de consumo, embora tenha havido quedas nas importações de produtos da extrativa mineral e serviços.
PIB em Valores Correntes
Em termos monetários, o PIB brasileiro atingiu a marca de R$ 11,577 trilhões de janeiro a novembro de 2025, em valores correntes.
Taxa de Investimento
A taxa de investimento da economia se situou em 18,9% em novembro.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


