Recuperação dos Índices de Wall Street
Após experimentar uma queda de 2% na sessão anterior, os índices da bolsa de Wall Street recuperaram parte das perdas, registrando um avanço superior a 1% nesta quarta-feira, dia 21, impulsionados pela redução das tensões geopolíticas envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a questão da Groenlândia.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +1,21%, aos 49.077,23 pontos;
- S&P 500: +1,16%, aos 6.875,62 pontos;
- Nasdaq: +1,18%, aos 23.224,82 pontos.
Fatores que Influenciam Wall Street Hoje
O alívio nas tensões geopolíticas vem do recuo do presidente Donald Trump em sua postura em relação às tarifas impostas a países europeus, além de uma possível resolução sobre a disputa pela Groenlândia.
No Fórum Mundial Econômico, realizado em Davos, Trump assegurou que não utilizará a força militar para “conquistar” a Groenlândia. Ele declarou: “As Forças Armadas não estão sendo cogitadas. Não acho que será necessário, realmente não acho. Acho que as pessoas vão usar o bom senso e isso não será preciso”.
Mais tarde, durante a mesma jornada, Trump mencionou que um acordo está próximo de ser firmado sobre a Groenlândia. “Formamos o arcabouço de um futuro acordo com relação à Groenlândia e, de fato, à toda a região do Ártico”, anunciou na sua rede social Truth Social. Ele também adicionou que, com base nesse entendimento, não irá implementar as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro.
No último sábado, dia 17, Trump tinha alertado sobre a aplicação de novas tarifas de importação de 10% que seriam efetivadas em 1º de fevereiro sobre produtos oriundos de países como a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido — todos já sujeitos a tarifas previamente impostas pelo presidente. Ele afirmou ainda que essas tarifas aumentariam para 25% a partir de 1º de junho e continuariam até que um acordo fosse alcançado para a compra da Groenlândia pelos EUA.
Expectativas sobre o Federal Reserve
A seleção de um novo presidente para o Federal Reserve (Fed), que é o Banco Central dos Estados Unidos, também segue como um aspecto importante em análise. Em uma entrevista concedida à CNBC durante o evento em Davos, Trump revelou que está próximo de finalizar a pesquisa por um substituto para Jerome Powell, que atualmente ocupa essa posição.
“Eu diria que estamos reduzidos a três, mas na verdade estamos reduzidos a dois. E provavelmente posso dizer que, na minha opinião, estamos reduzidos a talvez um”, comentou o presidente. No entanto, ele não deu detalhes sobre quem seria o escolhido.
Entre os nomes que despontam como favoritos para assumir o cargo estão o ex-diretor do Fed, Kevin Warsh; o atual diretor Christopher Waller; e o chefe de renda fixa da BlackRock, Rick Rieder. Vale destacar que, até a semana passada, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, era considerado uma das principais opções para a presidência do Fed, mas Trump expressou o desejo de mantê-lo “onde está”.
Apostas sobre a Indicação do Novo Presidente do Fed
Conforme dados da plataforma Polymarket, Kevin Warsh apresenta 53% de probabilidade de ser o indicado para o cargo no Fed, enquanto Rick Rieder possui 26% de chances. Esses números indicam um panorama de incerteza e expectativa em relação à liderança futura do Banco Central americano.
Fonte: www.moneytimes.com.br

