Vista Aérea do Aeroporto Internacional José Martí
Uma vista aérea do Aeroporto Internacional José Martí, localizado em Havana, foi capturada de um avião no dia 3 de abril de 2025.
Yamil Lage | Afp | Getty Images
Interrupção no Abastecimento de Combustível
O governo cubano anunciou que as companhias aéreas internacionais não poderão mais reabastecer voos em Cuba devido à escassez de combustível. Esta situação surge após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado impor tarifas sobre qualquer país que forneça petróleo ao regime comunista cubano.
Na última domingo, a liderança da ilha informou que Cuba ficará sem combustível de aviação a partir da segunda-feira, o que provavelmente ocasionará interrupções nas operações das companhias aéreas que atuam na região, conforme noticiado pela agência EFE, com base em informações de duas fontes.
A previsão é que a falta de querosene persista pelos próximos trinta dias, afetando todos os aeroportos internacionais de Cuba.
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba e a embaixada cubana em Londres não responderam imediatamente ao pedido de comentário da CNBC.
Declaração de Emergência
Trump, em uma ordem executiva emitida no final de janeiro, declarou que o governo cubano representa "uma ameaça incomum e extraordinária", a qual justificava a declaração de uma emergência nacional. O presidente dos Estados Unidos afirmou que as ligações de Cuba com países como China, Rússia e Irã, além das violações de direitos humanos e da liderança comunista, desestabilizam a região por meio de migração e violência.
Dentro desse contexto, Trump anunciou que tarifas norte-americanas podem ser direcionadas a países que forneçam qualquer tipo de petróleo a Cuba, seja de maneira direta ou indireta.
A administração Trump buscou endurecer o cerco à Cuba desde o dia 3 de janeiro, quando realizou uma audaciosa operação militar para depor o presidente venezuelano Nicolás Maduro, um aliado de longa data do governo cubano.
Resposta Cubana às Ameaças
O Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou que a liderança do país condena as ameaças tarifárias de Washington nos "termos mais veementes possíveis". Em um comunicado publicado no dia 30 de janeiro, Parrilla também acusou o governo dos Estados Unidos de recorrer a "chantagem e coerção na tentativa de fazer outros países se unirem à sua política de bloqueio, amplamente condenada em todo o mundo, contra Cuba".
Na semana passada, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou que seu governo se empenharia em enviar ajuda humanitária a Cuba a partir desta segunda-feira. Ela acrescentou que o país está trabalhando para encontrar uma solução diplomática que possibilite a retomada das remessas de petróleo à ilha caribenha.
Vale lembrar que o México havia interrompido anteriormente o envio de produtos brutos e refinados a Cuba devido à pressão da administração Trump.
Fonte: www.cnbc.com


