Indicação de Kevin Warsh para o Federal Reserve
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou na última sexta-feira, dia 13, que as audiências no Senado referentes à indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (o banco central dos EUA) continuarão, mesmo diante da resistência de alguns parlamentares.
Continuidade das Audiências
De acordo com Bessent, “com base no meu entendimento, as audiências sobre Warsh no Senado seguirão em frente.” Durante uma entrevista à emissora CNBC, o secretário mencionou que se reuniu com senadores republicanos na terça-feira, dia 10, para discutir o andamento do processo de aprovação da indicação.
Resistência ao Processo de Aprovação
Bessent também reconheceu que o senador republicano Thom Tillis deseja adiar qualquer votação relacionada à indicação. Tillis tem expressado que bloqueará as escolhas do presidente dos EUA, Donald Trump, para a presidência do Fed, até que se encerrem as investigações do Departamento de Justiça (DoJ) que envolvem o atual líder do Fed, Jerome Powell, assim como um processo contra a diretora Lisa Cook na Suprema Corte.
O secretário do Tesouro ressaltou que o governo “não exerce influência” em questões que dizem respeito ao Federal Reserve.
Impasse Bipartidário
A indicação de Warsh ao comando do Fed gerou uma situação de impasse bipartidário no Senado logo após seu nome ser anunciado por Trump. A democrata Elizabeth Warren e Tillis lideraram um esforço que condiciona o avanço da nomeação à suspensão das investigações do DoJ contra a alta cúpula do banco central. Ambos os políticos têm enfatizado a importância de manter a independência do Fed em relação ao governo Trump.
Posição dos Senadores
Tillis declarou, no dia da indicação, que embora considerasse Warsh uma pessoa qualificada, se oporia à confirmação de qualquer indicado ao Fed até que a investigação contra Powell fosse “totalmente e transparentemente resolvida.” Por outro lado, Warren caracterizou a indicação como parte de uma estratégia de Trump para aumentar sua influência sobre o banco central e recomendou que os republicanos não prosseguissem com a nomeação enquanto as investigações se mantivessem ativas.
Fonte: www.moneytimes.com.br


