André Mendonça é escolhido como relator do caso do Banco Master no STF
André Mendonça foi designado como o novo relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele assume essa função após a saída tumultuada do então relator, ministro Dias Toffoli.
Contexto da Mudança
A substituição de relator acontece em um momento de alta sensibilidade, com monitoramento cuidadoso sobre o andamento das investigações e a integridade das instituições envolvidas.
Mendonça foi indicado ao STF em 2021 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e é identificado como um profissional da área jurídica, destacando-se por sua trajetória na Advocacia-Geral da União (AGU).
Formação e Carreira
O jurista possui pós-graduação em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e também atua como pastor na Igreja Presbiteriana Esperança, localizada em Brasília. Antes de sua nomeação ao STF, Mendonça ocupou o cargo de advogado-geral da União e foi ministro da Justiça e Segurança Pública durante a administração de Jair Bolsonaro.
Perfil “duro” e o precedente do INSS
A escolha de André Mendonça visa proporcionar uma perspectiva mais "imparcial" ao caso do Banco Master, especialmente após novos desdobramentos na investigação da Polícia Federal, que ligaram o ex-relator Toffoli ao caso.
Para analistas, a seleção de um profissional com histórico no Ministério da Justiça e na AGU pode ser uma estratégia do STF para “limpar o horizonte” e dissipar as desconfianças que se levantavam sobre a relatoria anterior.
O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, agora se depara com um relator reconhecido por suas decisões mais rígidas. Mendonça já demonstrou uma postura “dura” em outros casos, como o escândalo envolvendo o INSS, expectativa que se repete com sua nova relatoria no contexto do caso do Banco Master.
Impacto à frente
A influência de Mendonça nos meses seguintes não ficará restrita exclusivamente ao caso do Banco Master. Sua futura vice-presidência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atuando em parceria com Nunes Marques, o posiciona no centro das decisões que moldarão o cenário institucional até 2026.
Com supervisão de Maria Carolina Abe
Fonte: www.moneytimes.com.br


