Destaques Corporativos do Dia
Azul (AZUL53) Conclui Oferta de R$ 4,98 Bilhões e Homologa Aumento de Capital
A Azul (AZUL53) anunciou ao mercado a finalização de sua oferta pública primária de ações, que arrecadou um total de R$ 4,987 bilhões. Em decorrência desse processo, o conselho de administração da companhia aprovou e homologou o aumento de capital, respeitando o limite previamente autorizado. Isso envolve a emissão de 45.477.707.683.900 novas ações, fixadas a um preço de R$ 0,000109656646388772000.
Com o novo aumento de capital, o capital social total da Azul passa a ser de R$ 21,7 bilhões, agora dividido em 54.730.851.778.811 ações ordinárias, o que já considera os efeitos do processo de grupamento de ações. Na Assembleia Geral Extraordinária realizada na última semana, a Azul obteve a aprovação para agrupar todas as ações da empresa na proporção de 75 ações para 1 ação.
A oferta de ações integra o plano de recuperação judicial da aérea nos Estados Unidos, que ocorre sob o Capítulo 11 da legislação americana, com o objetivo de captar recursos e promover a capitalização de créditos relacionados ao financiamento DIP (Debtor in Possession).
O preço estabelecido por ação obedece aos termos do plano e foi definido com um desconto de 30% em relação ao valor econômico post-money da Azul, estipulado em US$ 1,78 bilhão. A oferta foi direcionada principalmente a acionistas que têm direito prioritário, além de investidores profissionais; os detentores de ADRs não puderam participar dessa oferta prioritária.
Axia Energia (AXIA3) Propõe Migração para o Novo Mercado da B3
A Axia Energia (AXIA3), anteriormente conhecida como Eletrobras, convocou uma assembleia que está marcada para o dia 1 de abril de 2026. O principal objetivo é deliberar sobre uma proposta para migrar a companhia para o Novo Mercado da B3, conforme informado em um fato relevante divulgado na noite da última quarta-feira (18).
O Novo Mercado é um segmento que abriga empresas que adotam um elevado nível de governança corporativa. Caso a proposta seja aprovada, a Axia terá sua base acionária composta exclusivamente por ações ordinárias, atendendo assim uma das exigências para fazer parte desse segmento.
Atualmente, a empresa possui ações denominadas AXIA3 (ordinárias, que devem permanecer com a migração), AXIA5 (preferenciais classe A1), AXIA6 (preferenciais classe B1) e AXIA7 (preferenciais classe C).
A companhia informou que obteve autorização da B3 para um “tratamento excepcional” das ações preferenciais classe A1 (PNA1), um segmento criado durante a operação que possibilitou a distribuição de R$ 30 bilhões em reservas de lucro da empresa elétrica através da bonificação de ações.
Natura (NATU3) Vende Avon Rússia por R$ 166,3 Milhões
A Natura (NATU3) comunicou ao mercado nesta quinta-feira (19) a venda da Avon Rússia por 2,52 bilhões de rublos russos, o que equivale a aproximadamente 26,9 milhões de euros. Convertendo para real, o montante totaliza cerca de R$ 166,3 milhões.
Com essa ação, a companhia conclui sua estratégia de simplificação corporativa, alinhando seu foco ao crescimento de suas operações na América Latina. Em janeiro deste ano, a Natura já havia finalizado a venda de sua participação na Natura &Co UK Holdings Limited, a holding responsável pelo negócio da Avon Internacional, para a Regent LP.
Os recursos da transação foram recebidos no dia 17 de fevereiro, conforme informado no fato relevante divulgado pela empresa.
Unipar (UNIP6) Firmou Acordo com Casa dos Ventos para Compra de Energia e Participação em Usinas Solares
A Unipar (UNIP6) anunciou ao mercado que sua controlada indireta, a Unipar Indupa do Brasil, celebrou um contrato para a aquisição de energia elétrica com a Ventos de São Norberto Energias Renováveis, que pertence ao grupo Casa dos Ventos.
O contrato abrange a compra de 33 megawatts médios (MWm) ao longo de um período de 15 anos, com o início do fornecimento previsto para 2028. O acordo, estruturado na modalidade de Power Purchase Agreement (PPA), ocorre no contexto da formação de uma joint venture entre a Unipar Indupa e a Casa dos Ventos.
A parceria garante à Unipar Indupa o direito de adquirir, após atender a certas condições, uma participação de 9,8% do capital total da Ventos de São Norberto Energias Renováveis.
Rombo de R$ 5 Bilhões e Nova Disputa Entre Mastercard e Empresas de Maquininhas
A liquidação em janeiro do ano passado da fintech Will Bank, que é uma subsidiária do já liquidado Banco Master, reabriu um debate que dura mais de uma década sobre quem deve arcar com os custos e os riscos associados ao chamado “arranjo de pagamentos”, que é o sistema operacional das empresas que possibilitam o funcionamento dos cartões.
A bandeira americana Mastercard, que era parceira do Will Bank, notificou as companhias de maquininhas – conhecidas também como credenciadoras ou adquirentes, como a Rede e a Cielo – informando que não irá arcar sozinha com as despesas, além daquelas garantias que conseguir executar junto ao Will Bank.
Quando um emissor de cartões, como os bancos ou fintechs, enfrenta problemas financeiros e é liquidado ou encerra suas operações, os pagamentos realizados para os lojistas ficam sujeitos a interrupções.
A bandeira (no caso, a Mastercard) que mantém contratos com o emissor e recebe o pagamento das faturas dos clientes leva um período de até 30 dias para processar o pagamento às credenciadoras, que, por sua vez, antecipam os pagamentos para os lojistas e esperam receber esses recursos da bandeira.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Fonte: www.moneytimes.com.br

