Brasil realiza sua primeira exportação de sorgo para a China em mais de uma década.

Brasil realiza sua primeira exportação de sorgo para a China em mais de uma década.

by Ricardo Almeida
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Primeira Exportação de Sorgo do Brasil para a China Desde 2014

O Brasil concretizou em janeiro sua primeira exportação de sorgo para a China desde o ano de 2014. O volume exportado foi de 25,830 toneladas, quantia que, segundo informações do governo brasileiro obtidas pela Reuters, caberia dentro de um contêiner.

Detalhes da Exportação

Essa exportação, até então não reportada oficialmente, marca a primeira transação ao país asiático em mais de uma década. Isso se tornou possível após a habilitação de comerciantes brasileiros para exportar o cereal à China, a qual ocorreu em novembro do ano anterior.

Na última compra que a China fez do sorgo brasileiro, em 2014, o total adquirido ao longo de todo o ano foi de 1.374,5 toneladas. No ano imediatamente anterior, em 2013, o país asiático importou um pouco mais de 5.000 toneladas, conforme dados oficiais disponíveis. Desde então, não há registros de novamente vendas de sorgo do Brasil para a China.

Expectativas para o Futuro

As expectativas são de que os volumes de exportação aumentem, especialmente considerando que a China busca diversificar suas fontes de insumos para a produção de ração animal. Isso se torna mais urgente após a interrupção de negócios com os Estados Unidos, que é um fornecedor tradicional para os chineses.

Glauber Silveira, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), expressou otimismo em relação à possível demanda crescente por sorgo brasileiro. Segundo ele, esse cenário se deve ao trabalho realizado que resolve preocupações fitossanitárias do país asiático e possibilita a habilitação dos exportadores brasileiros.

“Recebemos uma vistoria da China, e levamos representantes deles para inspecionar algumas áreas” em decorrência de questões fitossanitárias, declarou Silveira, referindo-se à visita de uma missão chinesa ao Brasil no último ano, que culminou nas habilitações.

Com as pendências sanitárias resolvidas, Silveira destacou que os embarques já estão sendo realizados, evidenciando o dado da exportação de janeiro.

Desafios da Produção Nacional

Embora não tenha informações sobre novas vendas à China, Silveira acredita que a abertura de mercado proporcionará oportunidades para o comércio de sorgo brasileiro. Contudo, ele também enfatizou que o Brasil, que está ampliando sua indústria de etanol de grãos, também enfrenta uma demanda interna forte pelo produto.

“Ainda não temos volumes excessivos para exportar, pois a demanda interna está alta e não sobra sorgo no Brasil”, afirmou.

Um embarque de aproximadamente 25 toneladas é visto como uma operação realizada para um importador menor ou para fins de avaliação da qualidade do produto, conforme comentado por uma fonte do setor que preferiu não ser identificada.

O Brasil no Mercado de Sorgo

O Brasil é conhecido por ser o maior exportador de soja e o segundo maior exportador de milho, tendo a China como um de seus principais parceiros comerciais. No entanto, a produção de sorgo e suas exportações são modestas quando comparadas a outros produtos agrícolas.

No ano anterior, as exportações brasileiras de sorgo totalizaram apenas 105 toneladas, sendo que o Catar foi o único destino desse volume. Em contrapartida, as exportações de soja somaram 108,2 milhões de toneladas, das quais a China foi responsável pela importação de mais de 85 milhões de toneladas.

Cenário do Mercado em 2024

Para o ano de 2024, as exportações de sorgo do Brasil foram maiores, atingindo aproximadamente 178,4 mil toneladas, com a África do Sul como principal importadora. Entretanto, esses números ainda ficam aquém das milhões de toneladas exportadas de soja e milho.

Na safra atual, a projeção do órgão estatal Conab indica um aumento de quase 10% na produção de sorgo brasileira, totalizando 6,7 milhões de toneladas. Essa expansão pode proporcionar novas oportunidades para o comércio internacional, particularmente com a China, que estabelece um crescente interesse na diversificação de suas fontes de insumos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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