Desempenho do PIB em 2025
O Produto Interno Bruto (PIB) apresentou uma desaceleração, registrando um crescimento de 2,3% em 2025. Segundo a avaliação da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, esse movimento indica que a política monetária contracionista teve um impacto significativo sobre a atividade econômica.
Taxa de Juros e Política Monetária
A taxa básica de juros permanece em patamares elevados, superando os dois dígitos desde o início de 2022. Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o colegiado decidiu manter a Selic em 15%, nível mais alto registrado desde 2006.
Estabilidade da Economia no Segundo Semestre
O Ministério da Fazenda observou que a perda de ímpeto econômico tornou-se mais evidente durante o segundo semestre de 2025, período em que a atividade econômica se manteve praticamente estável em relação ao primeiro semestre do mesmo ano.
De acordo com a pasta, o desempenho da economia teria sido ainda mais fraco nos dois últimos trimestres de 2025 se não fossem as contribuições positivas dos setores da agropecuária e da indústria extrativa, que apresentaram expansões de 11,7% e 8,6%, respectivamente.
Projeções para o PIB e o Setor Agropecuário
Os resultados oficiais do PIB se alinharam às expectativas da Secretaria de Política Econômica, que projetava uma expansão de 2,3% para o ano passado. Em 2024, a economia brasileira havia crescido 3,4%.
Para o ano de 2026, o Ministério da Fazenda estima um ritmo de crescimento semelhante ao de 2025, prevendo uma expansão de 2,3%. Sob a perspectiva de oferta, é esperada uma desaceleração acentuada na agropecuária, embora haja uma expectativa de crescimento mais robusto na indústria e nos serviços.
A nota técnica da pasta indica que “a menor produção prevista de milho e arroz, assim como a diminuição do abate de bovinos, em decorrência da reversão do ciclo, devem restringir a expansão do setor agropecuário em 2026, apesar da expectativa de uma nova colheita recorde de soja.”
Expectativas para a Indústria e o Setor de Serviços
Em contrapartida, espera-se um maior crescimento na indústria no ano de 2026, resultante da expansão robusta da produção extrativa e da recuperação da indústria de transformação e da construção, impulsionadas pela flexibilização monetária. Iniciativas como o Move Brasil, o Propag, o Reforma Casa Brasil e a nova regra de direcionamento da poupança devem contribuir para a expansão desses subsetores.
No setor de serviços, a perspectiva é de um crescimento acentuado, impulsionado pela reforma da tributação sobre a renda e pela ampliação do crédito consignado para trabalhadores do setor privado, além da resiliência observada no mercado de trabalho.
Previsões de Crescimento do PIB
De acordo com a Secretaria de Política Econômica, projeta-se uma aceleração acentuada do PIB na margem, com um crescimento próximo a 1% no primeiro semestre de 2026. Esse crescimento é impulsionado pela isenção do imposto de renda para indivíduos com rendimentos de até R$ 5 mil.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


