Refinarias privadas sinalizam riscos devido à ausência de repasses da Petrobras.

Refinarias privadas sinalizam riscos devido à ausência de repasses da Petrobras.

by Fernanda Lima
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Alertas sobre o Mercado de Combustíveis

A Refina Brasil, associação que representa as refinarias privadas no Brasil, alerta que uma possível atitude da Petrobras de conter o repasse da alta dos preços do petróleo para os preços internos pode desorganizar o mercado de combustíveis. Esta situação pode levar a uma possível responsabilização judicial da empresa.

Advertência da Associação

Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil, afirmou durante entrevista à CNN que essa postura persiste como um risco significativo. A associação abrange refinarias importantes, como Acelen, localizada na Bahia, e Ream, situada no Amazonas.

Análise dos Preços do Petróleo

Conforme os cálculos realizados pelo CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), considerando os preços do petróleo na segunda-feira, dia 9, e a taxa de câmbio atual, o preço de refinaria da gasolina comercializada pela Petrobras está R$ 1,50 por litro abaixo da paridade internacional. Essa situação representa uma defasagem de 36,5%.

Por outro lado, o preço do óleo diesel, segundo as estimativas do mesmo centro, encontra-se R$ 2,38 por litro abaixo do ideal, resultando em uma defasagem de 41,9%.

Consequências da Não Aplicação dos Preços Internacionais

Pinheiro apontou que, caso a Petrobras decida não repassar os preços internacionais aos consumidores no mercado interno, há três consequências potenciais para o setor:

  1. Importação de Combustíveis: Os importadores de combustíveis provavelmente deixarão de trazer gasolina e diesel do exterior, pois não conseguiriam competir com os preços inferiores da Petrobras. Como resultado, a estatal seria forçada a importar mais, o que ampliaria suas perdas financeiras.

  2. Produção das Refinarias Privadas: As refinarias privadas tenderiam a reduzir sua produção em consequência das vendas da Petrobras, que pratica preços mais competitivos. A Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) informou que a Acelen enfrenta uma defasagem de R$ 1,77 por litro no óleo diesel e de R$ 0,87 por litro na gasolina. Se a Acelen aumentar os preços, perderá mercado para a Petrobras, mas se essa situação continuar, a tendência será diminuir o volume de produção para reduzir as perdas.

  3. Investigação Governamental: Essa situação poderá desencadear investigações pela CGU (Controladoria-Geral da União), TCU (Tribunal de Contas da União) e MPF (Ministério Público Federal) sobre o uso político da Petrobras em um ano eleitoral, além de prejudicar os acionistas minoritários, com possibilidade de responsabilização judicial dos gestores da empresa.

Riscos Identificados

"Temos alertado há cerca de dois anos sobre o risco de escalada nos conflitos do Oriente Médio e o risco subjacente para o Brasil, tanto em relação a choques de preços quanto a possíveis problemas de abastecimento", comentou Pinheiro.

Ele ainda destacou que o Brasil é deficitário na produção de derivados de petróleo e possui estrutura de armazenamento inadequada, com apenas cerca de 20 dias de estoques disponíveis.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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