Impacto Econômico da Guerra no Oriente Médio
A guerra no Oriente Médio provocou um aumento nos custos, diminuiu a confiança e restringiu o crescimento da produção entre as empresas na Europa, de acordo com novas informações provenientes de pesquisas.
Dados do Índice de Gerentes de Compras (PMI)
Os primeiros sinais do impacto econômico do conflito global são evidentes nos dados mais recentes do Índice de Gerentes de Compras (PMI), que se baseia em pesquisas com executivos dos setores de manufatura e serviços.
Efeitos no Reino Unido
Chris Williamson, economista sênior da S&P Global, responsável pela compilação dos dados do PMI, afirmou: "A guerra no Oriente Médio afetou a economia do Reino Unido em março, paralisando o crescimento da produção e elevando a inflação acentuadamente".
Williamson destacou que o impacto total na inflação e no crescimento econômico será determinado pela duração da guerra e das interrupções nos mercados de energia e transporte marítimo.
Impacto na Zona do Euro
Além do Reino Unido, a guerra também trouxe consequências negativas para a economia da zona do euro. De acordo com Williamson, o crescimento da produção nos 21 países que utilizam o euro "desacelerou para perto da estagnação" em março, em função de uma perda na confiança empresarial.
Aumento de Custos
Williamson ainda apontou que os custos das empresas estão aumentando no ritmo mais acelerado em mais de três anos. Isso se deve à alta dos preços da energia e às consequências nas cadeias de suprimentos, provocadas pelo conflito.
Sinal de Estagflação
Os dados atuais indicam um possível cenário de estagflação na zona do euro. Williamson explicou que isso se refere a uma situação em que o crescimento econômico estagna mesmo com o aumento da inflação. Neste contexto, os aumentos salariais não conseguem acompanhar a alta dos preços. Para conter a inflação, os bancos centrais costumam elevar as taxas de juros, o que pode pressionar ainda mais a produção econômica.
Desempenho dos PMIs
As pesquisas revelaram que as leituras iniciais dos PMIs do Reino Unido e da zona do euro ainda permanecem em território de expansão, ou seja, acima de 50. Contudo, essas taxas caíram acentuadamente em relação ao mês anterior, atingindo mínimas de seis e dez meses, respectivamente.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


