Declarações do Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, reafirmou nesta quinta-feira, 2, durante entrevista à CNN Brasil, que não há qualquer discussão ou intenção por parte do governo federal de intervir no Banco de Brasília (BRB).
“Neste momento, não há qualquer tipo de discussão ou intenção do governo federal de realizar intervenções ou oferecer socorro ao BRB. Essa questão é restrita ao governo do Distrito Federal. É importante destacar que a governadora tem mantido um diálogo conosco no que se refere ao suporte que podemos oferecer. Existem, inclusive, questões que se restringem ao âmbito administrativo”, comentou Ceron.
O secretário-executivo reiterou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de que o problema está vinculado ao governo do Distrito Federal, que possui a capacidade de gerenciar a situação. “A questão de intervenção, aquisição ou qualquer tipo de socorro não está sendo discutida no governo federal no presente momento. A determinação do presidente da República é que aguardemos, verificando que esse problema diz respeito à gestão do próprio governo do Distrito Federal, que tem plenas condições de conduzir essa situação”, explicou.
Ministro Dario Durigan Completa as Informações
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também se pronunciou sobre a situação do Banco Master e do Banco de Brasília (BRB), destacando que essas questões estão sob a supervisão do Banco Central (BC). “Nos cabe oferecer suporte técnico”, afirmou em entrevista à GloboNews.
Durigan enfatizou que, embora bancos públicos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil possam adquirir ativos do BRB, não haverá uma intervenção federal na instituição que é controlada pelo governo do Distrito Federal. “O governo do DF precisa encontrar uma solução para a situação do BRB. Se, eventualmente, formos enfrentados com um risco sistêmico, o próprio Banco Central deverá estabelecer uma conversa com o governo federal”, declarou.
O ministro destacou que, atualmente, existe um diálogo e colaboração entre as partes envolvidas. “A Caixa e o Banco do Brasil podem operar com o BRB de maneira semelhante aos bancos privados. Assim, eles podem adquirir carteiras e, eventualmente, títulos. O Tesouro está dando aval para a transferência de operações para outros bancos, buscando evitar prejuízos. Entretanto, o que atualmente não existe é qualquer forma de ajuda ou intervenção federal no BRB ou no DF”, esclareceu.
Quando questionado se a possibilidade de federalização do banco poderia evoluir, Durigan respondeu categoricamente: “Não há nenhum sinal do Ministério da Fazenda para avançar nesse debate de federalização”.
Fonte: www.moneytimes.com.br

