Queda nos Preços do Petróleo
Os preços do petróleo começaram a apresentar uma queda nesta segunda-feira, 6 de outubro. A movimentação nas negociações teve um início com pequenas alterações, enquanto os investidores se mantêm à espera de mais informações sobre as discussões entre Estados Unidos e Irã. Além disso, permanece um certo grau de cautela em relação a possíveis perdas prolongadas de oferta em decorrência de interrupções no transporte marítimo.
Contratos Futuros
Os contratos futuros do Brent caíam 1,14 centavos, equivalentes a 1,05%, alcançando o valor de US$ 107,90 por barril, às 6h10, de acordo com o horário de Brasília. Já os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, apresentavam uma queda de 1,91 centavos, ou seja, 1,71%, sendo negociados a US$ 109,60 por barril.
Os movimentos nos preços nas negociações asiáticas dessa segunda-feira foram ofuscados por um aumento expressivo de 11% no WTI e um avanço de 8% no Brent na sessão anterior, na quinta-feira, 2 de outubro, o que representou o maior aumento absoluto de preços desde 2020.
Pressão sobre o Irã
No dia 5 de outubro, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o Irã. Em uma publicação nas redes sociais, ele ameaçou atacar usinas de energia e pontes iranianas na terça-feira, 7 de outubro, caso o estratégico Estreito de Ormuz não fosse reaberto. Apesar disso, os preços do petróleo mantiveram-se, em sua maior parte, inalterados nas negociações realizadas nesta segunda-feira.
De acordo com informações de uma fonte familiarizada com as propostas, Irã e Estados Unidos receberam um plano para encerrar as hostilidades que poderia ser efetivado ainda hoje, possibilitando a reabertura do Estreito de Ormuz.
Situação do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma via crucial para o transporte de petróleo, através da qual transitam derivados de países como Iraque, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Atualmente, essa passagem permanece em grande parte fechada, resultado de ataques iranianos a embarcações que se intensificaram após o início da guerra, em 28 de fevereiro.
Mukesh Sahdev, fundador e CEO da consultoria XAnalysts, destacou que a dificuldade em reabrir o Estreito de Ormuz está se tornando, mais do que uma questão econômica, uma questão de vitória política.
Alternativas de Suprimento
Devido a interrupções no fornecimento de petróleo no Oriente Médio, várias refinarias estão buscando fontes alternativas de petróleo, especialmente para atender à demanda em locais como os Estados Unidos e o Mar do Norte britânico.
Alguns navios, incluindo um petroleiro operado por Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um transportador de gás de origem japonesa, conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz desde a última quinta-feira, de acordo com dados de transporte marítimo. Isso reflete a política iraniana de permitir a passagem de embarcações provenientes de países que o Irã considera mais amigáveis.
Tensão na Guerra
A situação de conflito continua a se desenrolar, com o Irã já informando oficialmente aos mediadores que não está disposto a se reunir com as autoridades dos Estados Unidos em Islamabad nos próximos dias. Os esforços para alcançar um cessar-fogo enfrentaram um impasse, conforme foi reportado pelo The Wall Street Journal na última sexta-feira.
No domingo, 5 de outubro, a OPEP+, que é composta por vários membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, além de aliados como a Rússia, concordou com um modesto aumento de 206 mil barris por dia para o mês de maio.
No entanto, essa decisão parece que permanecerá, em grande parte, no papel, já que vários dos principais produtores do grupo não estão conseguindo aumentar a produção devido à guerra.
Impactos no Suprimento Russo
Recentemente, o fornecimento russo foi afetado por ataques de drones ucranianos que atingiram terminais de exportação no Mar Báltico. Reportagens veiculadas no último domingo indicaram que o terminal de Ust-Luga conseguiu retomar os carregamentos no sábado, após dias de interrupções.
Fonte: www.moneytimes.com.br


