Projeções Econômicas
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda divulgou, nesta terça-feira (2), que a atual projeção oficial para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para o ano de 2025, que inicialmente previa uma alta de 2,5%, agora apresenta um "leve viés de baixa". Essa revisão é uma consequência dos resultados da atividade econômica durante o segundo trimestre.
Análise da Atividade Econômica
Em uma nota técnica, a Secretaria apontou que essa nova avaliação decorre de uma desaceleração mais significativa observada no segundo trimestre em comparação com as expectativas de julho. Além disso, a SPE também destacou a repercussão dos efeitos defasados e cumulativos da política monetária em relação à atividade econômica.
Crescimento do PIB
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, o PIB do Brasil cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior. Esse resultado foi ligeiramente superior ao esperado em uma pesquisa realizada pela Reuters.
Contribuição das Atividades
A nota técnica enfatiza que atividades menos sensíveis ao ciclo monetário e ao crédito tiveram uma contribuição mais expressiva para a expansão da atividade durante o segundo trimestre. Componentes cíclicos, embora tenham contribuído de forma positiva, apresentaram uma participação menor na evolução do PIB, conforme señalado pela Secretaria de Política Econômica.
Desaceleração Acelerada
A SPE observou que a desaceleração registrada no segundo trimestre ocorreu em um ritmo mais acentuado do que o previsto nas projeções de julho. Isso contribui para o ajuste nas expectativas em relação ao crescimento econômico do país.
Perspectivas para o Terceiro Trimestre
Para o terceiro trimestre, a secretaria informou que a taxa de crescimento projetada para o PIB, considerando a variação em relação ao trimestre anterior, é ligeiramente inferior à observada no segundo trimestre. A SPE destacou que, apesar de uma aceleração na desaceleração das concessões de crédito nos últimos meses, consequência do aumento das taxas de juros bancárias e da inadimplência, o mercado de trabalho permanece resiliente. Esse fator pode atuar como um impulso adicional à atividade econômica, auxiliado pelo pagamento de precatórios e pela recente expansão do crédito consignado voltado ao trabalhador.


