Nova usina em MG produzirá ferro a partir de rejeitos minerais

Nova usina em MG produzirá ferro a partir de rejeitos minerais

by Ricardo Almeida
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Construção da Usina de Processamento

A Vale (VALE3) inicia, neste ano, a construção de uma usina de processamento de rejeitos e estéril, que terá a capacidade de produzir 2 milhões de toneladas de minério de ferro anualmente.

Estratégia de Economia Circular

Esta iniciativa integra a estratégia da companhia de reaproveitar matérias-primas que anteriormente eram descartadas, além de avançar em seu programa de economia circular. A usina está programada para entrar em operação em 2027 e será associada ao projeto de descaracterização de uma barragem localizada em Minas Gerais.

Produção a Partir de Estéril

Reconhecida como uma das maiores produtoras de minério de ferro globalmente, a Vale mais do que dobrou sua produção oriunda de estéril ou rejeitos no ano passado. A produção alcançou 26,3 milhões de toneladas, representando um aumento de 107% em relação a 2024, sendo que aproximadamente 80% desse volume foi extraído em Minas Gerais.

Projeções Futuras

Até 2030, a projeção da empresa é que cerca de 10% de sua produção anual de minério de ferro provenha de fontes circulares.

Detalhes do Projeto

O novo projeto será implementado na mina de Gongo Soco, situada em Barão de Cocais (MG), que está inativa desde 2016. A usina utilizará rejeitos da descaracterização da barragem Sul Superior, além de materiais de duas pilhas já existentes na unidade.

Logística e Prazo de Construção

O escoamento da produção será realizado pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A expectativa é que a construção da usina leve cerca de 19 meses para ser concluída, enquanto a descaracterização da barragem Sul Superior está prevista para ser finalizada em 2029.

Integração com o Programa de Mineração Circular

A nova estrutura fará parte do programa de mineração circular da Vale e foi projetada para operar de maneira integrada às obras de descaracterização da barragem.

Técnica de Concentração Magnética

“Optamos por uma solução de concentração magnética que maximiza a recuperação de minério de ferro contido no rejeito. O reaproveitamento desses materiais ocorrerá ao longo dos próximos anos, seguindo o cronograma de descaracterização da estrutura geotécnica”, declarou Juliana Cota, diretora de Minas Paralisadas do Corredor Sudeste da companhia.

Descaracterização de Barragens

A barragem em questão é parte do programa de descaracterização de estruturas construídas pelo método a montante, com a empresa já tendo eliminado 19 das 30 unidades planejadas, atingindo uma execução de 63% até o momento.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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