BTG Pactual marca presença em IPO duplo de gestora influenciada por Warren Buffett

BTG Pactual marca presença em IPO duplo de gestora influenciada por Warren Buffett

by Editoria Bolsa e Mercado
0 comentários

BTG Pactual em IPO da Pershing Square

Após se destacar como o único banco brasileiro no sindicato que coordenará o histórico IPO da SpaceX, o BTG Pactual (BPAC11) agora faz parte de mais uma abertura de capital bilionária em Wall Street. O banco brasileiro integra o grupo de coordenadores do IPO duplo da Pershing Square, conduzido pelo renomado bilionário Bill Ackman, um dos investidores mais influentes de Wall Street e considerado um “discípulo” de Warren Buffett.

O início formal do roadshow para a operação teve início nesta semana, conforme informações da Bloomberg. O preço por ação está previsto para ser definido no dia 28 de abril, com um valor estimado de US$ 50 por ação. Se essa expectativa for confirmada, a operação pode movimentar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões na Bolsa de Nova York (NYSE).

BTG: Único Banco Brasileiro Entre os Coordenadores

Similar ao caso da SpaceX, o BTG Pactual se destaca como o único banco brasileiro no consórcio de coordenadores do IPO da gestora de Bill Ackman. O banco, liderado por André Esteves, participa dessa operação ao lado de grandes instituições financeiras de Wall Street, como Citigroup, UBS, Bank of America e Wells Fargo. Vale ressaltar que o Money Times faz parte do grupo empresarial do BTG Pactual.

A participação do BTG não é um acaso; a instituição possui um histórico significativo com a Pershing Square. Em 2014, o banco atuou como o distribuidor exclusivo na América Latina do IPO do Pershing Square Holdings (PSH) na Euronext. Em junho de 2024, o BTG assumiu uma posição como acionista estratégico da gestora, integrando um consórcio que adquiriu 10% de seu capital por US$ 1,05 bilhão, o que foi considerado uma movimentação pré-IPO.

A Oferta da Pershing Square

O Pershing Square USA (PSUS) é um fundo fechado e listado em bolsa que, ao contrário dos fundos tradicionais, não permite o resgate direto de seus cotistas. Para realizar o desinvestimento, os investidores devem vender suas cotas no mercado secundário, como se estivessem negociando ações comuns.

Esta não é a primeira tentativa de Ackman em levar o Pershing Square USA ao mercado americano. Em 2024, o gestor registrou um prospecto com a meta ambiciosa de captar US$ 25 bilhões, sendo essa uma tentativa de realizar o maior IPO de fundo fechado da história. Entretanto, a operação foi cancelada dias antes do início das tratativas de negociação.

Para esta nova oportunidade, o montante alvo foi ajustado para um intervalo mais conservador, com a operação começando com um total garantido de US$ 2,8 bilhões. A demanda inicial provém de investidores diversificados, incluindo family offices, fundos de pensão, seguradoras e investidores de alta renda, tanto de origem americana quanto internacional.

Por trás do IPO, há uma ambição expressa de Ackman: transformar a Pershing Square em um conglomerado de investimentos a longo prazo, tendo como modelo a filosofia de Warren Buffett. A busca por um “capital permanente” — que não pode ser resgatado diretamente pelos cotistas — é fundamental para garantir à gestora a estabilidade necessária para o longo prazo.

Em uma carta direcionada aos investidores, Ackman reiterou que dispor de capital permanente representa uma vantagem competitiva sustentável em relação a gestores que operam com capital de curto prazo.

BTG também em IPO da SpaceX — o maior da história

A presença do BTG no IPO da Pershing Square não é o único destaque recente do banco no mercado financeiro em Wall Street. Conforme reportado pelo Money Times, a instituição também foi selecionada como um dos 21 bancos para a coordenação do IPO da SpaceX, a inovadora empresa aeroespacial de Elon Musk, que também é responsável por empresas como Tesla, X (anteriormente conhecido como Twitter) e Neuralink.

O IPO da SpaceX está projetado para ocorrer em junho, e a expectativa é que essa oferta seja uma das maiores já realizadas na história de Wall Street. A empresa deve estrear na bolsa com uma avaliação em torno de US$ 1,75 trilhão, que equivale a aproximadamente R$ 9 trilhões. A operação pode movimentar um total estimado de US$ 75 bilhões.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy