IGP-DI registra alta de 2,41% em abril, o maior índice desde 2021

IGP-DI registra alta de 2,41% em abril, o maior índice desde 2021

by Fernanda Lima
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Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 2,41% em abril, apresentando uma aceleração significativa em relação à alta de 1,14% registrada em março. Conforme o resultado divulgado nesta sexta-feira, 8 de maio, o indicador acumula uma elevação de 2,92% no ano e uma alta de 0,78% nos últimos 12 meses. Em abril de 2025, o índice havia subido 0,30%, enquanto o acumulado em 12 meses era de 8,11%.

Pressão Inflacionária

De acordo com Matheus Dias, economista do FGV IBRE, “o aumento do preço do petróleo no mercado internacional começou a afetar de forma mais abrangente a estrutura dos índices de preços em abril”. Ele continua, “esse choque deixou de atingir apenas os combustíveis e passou a pressionar insumos industriais, custos logísticos, materiais de construção e parte da cadeia de alimentos, elevando as taxas do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) simultaneamente. Esse movimento sugere uma inflação mais disseminada e com potencial de persistência nos próximos meses.”

Componentes do IGP-DI

O principal vetor da alta foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu 3,09% em abril, após registrar um aumento de 1,38% no mês anterior. Esse resultado reflete a intensificação das pressões em diferentes estágios produtivos, mostrando um encarecimento generalizado ao longo da cadeia de produção.

Bens Finais

Entre os bens finais, a variação desacelerou para 0,79%, em comparação com 1,04% em março. No entanto, o núcleo desse segmento, que exclui alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de 0,21% para 0,86%, indicando uma ampliação da pressão inflacionária.

Bens Intermediários

Nos bens intermediários, a aceleração foi ainda mais acentuada, com um avanço de 3,27%, em comparação com 0,69% no mês anterior. Quando combustíveis e lubrificantes para produção são excluídos, a taxa aumentou para 2,78%, superando os 0,65% observados anteriormente.

Matérias-Primas Brutas

As matérias-primas brutas também demonstraram uma forte aceleração, registrando uma alta de 4,57% em abril, frente aos 2,11% de março, o que indica a persistência da pressão de custos sobre a indústria nacional.

Consumo das Famílias

No consumo das famílias, o Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,88%, superando a alta de 0,67% registrada em março. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelos grupos Saúde e Cuidados Pessoais, Educação, Leitura e Recreação e Habitação.

Desaceleração em Outros Setores

Por outro lado, houve desaceleração nas categorias de Despesas Diversas, Vestuário, Alimentação, Comunicação e Transportes, o que ajudou a limitar uma alta ainda maior do indicador.

Índice Nacional de Custo da Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 1,00% em abril, superando os 0,54% registrados no mês anterior. Esse movimento foi impulsionado principalmente pelo encarecimento de materiais e equipamentos, além da aceleração dos serviços relacionados ao setor de construção.

Núcleo Inflacionário e Indicadores de Difusão

O núcleo inflacionário do consumidor também apresentou um avanço, saindo de 0,37% para 0,42%. O Índice de Difusão, por sua vez, recuou para 64,19%, abaixo dos 65,48% observados em março, indicando uma leve redução na disseminação dos aumentos, embora ainda em patamares elevados.

Impactos no Mercado Financeiro

Para o mercado financeiro, o resultado do IGP-DI aumenta a atenção sobre a trajetória inflacionária no Brasil e pode impactar as expectativas em relação aos juros futuros, negociados no contrato futuro de juros (BMF:DI1FUT). Um cenário de inflação mais pressionada tende a gerar cautela nas apostas para cortes adicionais da taxa Selic, influenciando também o comportamento do Ibovespa (BOV:IBOV) e a paridade entre o Dólar norte-americano e o Real Brasileiro (FX:USDBRL), especialmente em virtude da sensibilidade dos investidores à política monetária.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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