Trump tem apenas uma alternativa para conter o aumento dos preços da gasolina nos EUA

Trump tem apenas uma alternativa para conter o aumento dos preços da gasolina nos EUA

by Fernanda Lima
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A Crise Energética nos EUA

A crise energética representa um desafio financeiro significativo para o cidadão americano médio e uma preocupação política para o governo da Casa Branca.

Impacto da Inflação e Preço da Gasolina

Atualmente, a inflação está em alta, os salários reais estão em declínio e muitos eleitores estão responsabilizando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo preço da gasolina, que chega a US$ 4,50 por galão em várias localidades do país.

Neste contexto, Trump se depara com uma situação crítica, onde é necessário evitar que os preços da gasolina alcancem os níveis recordes registrados durante a administração de Joe Biden.

Ações Emergenciais do Governo

Para mitigar os efeitos dessa crise, Trump já tomou algumas medidas emergenciais. O governo está liberando as reservas de petróleo do país na maior velocidade já observada. Além disso, foram suspensas restrições ao transporte marítimo e algumas sanções impostas à Rússia e à Venezuela foram aliviadas.

Embora tenha sido discutida a possibilidade de suspender o imposto federal sobre a gasolina, a realidade é que a única alternativa viável para reduzir significativamente os preços seria a reabertura do Estreito de Ormuz.

Opiniões de Especialistas

Jan Stuart, estrategista global de energia da Piper Sandler, analisou a situação e afirmou que há pouquíssimas ações que o governo possa implementar. Sua previsão indica que a crise energética pode se agravar, com os preços da gasolina podendo chegar a US$ 5 por galão já neste mês.

Além disso, Stuart estima que os contratos futuros de petróleo Brent poderão ter uma média de US$ 130 por barril no próximo trimestre, superando os anteriores recordes trimestrais e mantendo-se perto de US$ 100 no ano seguinte.

Medidas da Casa Branca

A administração de Trump destacou as ações tomadas para enfrentar a instabilidade nos mercados energéticos, incluindo uma isenção temporária de 60 dias da Jones Act.

Taylor Rogers, porta-voz da Casa Branca, comentou que o presidente Trump tem sido claro ao afirmar que essas são interrupções temporárias e de curto prazo. Segundo ela, o presidente conseguiu reduzir os preços do petróleo e do gás a mínimos históricos rapidamente, e à medida que o tráfego no Estreito de Ormuz retornar à normalidade, os preços de energia devem recuar novamente.

Considerações sobre o Imposto Federal

Recentemente, Trump manifestou apoio à ideia de suspender o imposto federal sobre a gasolina, que atualmente é de 18,4 centavos por galão.

No entanto, uma isenção temporária que se estendesse pelos 122 dias da alta temporada de viagens de verão custaria ao Fundo Fiduciário Rodoviário cerca de US$ 11,5 bilhões em receitas perdidas. Além disso, segundo uma análise desenvolvida pelo Penn Wharton Budget Model, um think tank apartidário, essa isenção não ofereceria alívio significativo aos consumidores.

Por exemplo, ao abastecer um tanque de 15 galões de gasolina uma vez por semana, a economia total durante a isenção seria de apenas US$ 35.

Os especialistas também alertaram que uma suspensão temporária do imposto sobre a gasolina poderia elevar a demanda por combustíveis em um momento em que a oferta é baixa, conforme sinalizado por Jason Bordoff, diretor fundador do Centro de Política Energética Global da Universidade Columbia. Em suma, essa medida poderia se revelar contraproducente.

Exportações Americanas de Petróleo

Alguns legisladores sugeriram que o governo de Trump considerasse a possibilidade de restringir ou até proibir as exportações americanas de petróleo bruto, gasolina e outros produtos derivados de petróleo.

Embora alguns analistas reconheçam que tal proibição poderia resultar em uma rápida redução dos preços da gasolina nos EUA, eles também afirmam que a queda seria passageira e desestabilizaria ainda mais os mercados energéticos.

A produção recorde de petróleo nos EUA não teve um aumento significativo desde que Trump assumiu a presidência, nem mesmo com preços do petróleo superando os US$ 100 por barril. Recentemente, a produção de petróleo bruto do país atingiu 13,7 milhões de barris por dia, de acordo com estimativas preliminares da Administração de Informação de Energia (EIA). Este número é próximo à previsão de produção de 13,8 milhões de barris por dia para o final de 2025.

Os analistas da EIA projetam uma produção estável de petróleo nos EUA em 13,6 milhões de barris por dia para este ano, com uma leve previsão de aumento, estimando 14,1 milhões de barris por dia no ano seguinte.

Possibilidade de Intervenção da Arábia Saudita

No passado, a Casa Branca recorreu à Arábia Saudita para conter os preços da gasolina. Bob McNally, fundador e presidente do Rapidan Energy Group e ex-conselheiro de energia do presidente George W. Bush, mencionou que a maneira mais eficaz de agir nesse contexto era entrar em contato com a Arábia Saudita e pedir que aumentasse a produção.

No entanto, essa alternativa não está mais disponível, já que o bloqueio do Estreito de Ormuz afetou consideravelmente a capacidade da Arábia Saudita de exportar petróleo.

Previsões sobre Conflitos no Futuro

A empresa de McNally estima que há 10% de chance de um acordo que reabra o Estreito de Ormuz no curto prazo, 20% de chance de manutenção do status quo e 70% de chance de escalada de hostilidades nas próximas quatro a seis semanas.

Se for considerado essencial reabrir o Estreito e não houver acordo iminente, a única alternativa seria aumentar o conflito na região. Uma nova onda de ataques poderia, por sua vez, elevar ainda mais os preços da energia, principalmente se causasse danos significativos à infraestrutura energética crítica da área.

McNally prevê que os contratos futuros de petróleo Brent poderão atingir cerca de US$ 150 o barril, aproximando-se do recorde histórico de US$ 147,50 registrado em julho de 2008, durante a Grande Recessão. Ele conclui que a única solução para a questão é, de fato, a reabertura do Estreito de Ormuz, considerando-a uma conclusão inegável sobre o tema.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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