Aquisição de Ações da Procer Automação pela Kepler Weber
A Kepler Weber (KEPL3) comunicou ao mercado a aquisição de 17.924 ações ordinárias pertencentes a dois dos acionistas fundadores da Procer Automação. A informação foi divulgada em um fato relevante na última sexta-feira, dia 22.
Com essa transação, a Kepler Weber elevou sua participação no capital social da Procer para 62,6%, totalizando um investimento de R$ 7,3 milhões.
No documento apresentado, a empresa ressaltou que essa aquisição fortalece a posição da Kepler Weber em relação às atividades sociais da Procer, com um direcionamento claro sobre o funcionamento dos órgãos da companhia.
Segundo a Kepler Weber, a operação já foi concluída, com o pagamento realizado e a transferência das ações efetivada. O preço pago pela compra não é considerado um investimento relevante.
A Procer, fundada em 2011 em Criciúma, Santa Catarina, é reconhecida por ser pioneira na utilização de sensores digitais para o gerenciamento de armazenagem de grãos, além de oferecer equipamentos que possibilitam a automação de silos.
Resultados Financeiros da Kepler Weber
A Kepler Weber registrou no primeiro trimestre de 2026 (1T26) um lucro líquido de R$ 17,1 milhões, o que representa uma queda de 33% em comparação com o mesmo trimestre de 2025.
Além disso, a receita líquida apresentou uma redução de 11% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 318 milhões. O EBITDA também sofreu um recuo significativo, de 36%, alcançando R$ 34 milhões. A margem EBITDA foi de 10,6%, apresentando uma retração de 420 pontos-base quando comparada ao ano anterior. Esses resultados refletem um ambiente desafiador, especialmente em relação aos preços dos silos de grãos no Brasil.
Um dos principais fatores negativos destacados pela empresa foi a performance do segmento Fazendas, que foi pressionado pela restrição de crédito rural. Contudo, parte desse impacto negativo foi compensada pela melhora nas operações internacionais, além do desempenho mais resistente das divisões de Agronegócio e Reposição & Serviços (R&S).
Fonte: www.moneytimes.com.br

