Wall Street está prestes a enfrentar um período historicamente desafiador, e este ano pode ser ainda mais difícil.

Wall Street está prestes a enfrentar um período historicamente desafiador, e este ano pode ser ainda mais difícil.

by Patrícia Moreira
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Desempenho do Mercado Após o Feriado

Após o fim de semana do Memorial Day, o cenário para as ações parece desafiador. Historicamente, junho é considerado o mês mais negativo para os três principais índices em anos eleitorais de meio de mandato, conforme apontado pelo Stock Trader’s Almanac. O S&P 500, por exemplo, têm registrado uma perda média de 2,1% nesse período, enquanto o Dow Jones Industrial Average e o Nasdaq Composite caíram cerca de 1,9% cada.

Comparação com Anos Anteriores

Em contrapartida, ao longo da história, o S&P 500 teve um desempenho modesto em meses de junho, apresentando um ganho médio de apenas 0,2% em comparação a todos os anos desde 1950. Essa performance revela um padrão preocupante para os investidores que esperam uma recuperação.

Sinais Técnicos em Deterioração

Os sinais técnicos no mercado também indicam uma deterioração. Um número cada vez menor de ações está participando do atual rali, além de uma paralisação no ímpeto de crescimento. Em um caso específico, um sinal de venda foi acionado na segunda-feira, 18 de maio, marcando o fim dos melhores seis meses para o Dow e o S&P 500. Segundo Jeff Hirsch, editor-chefe do Stock Trader’s Almanac, o período considerado como os "melhores oito meses" do Nasdaq geralmente se estende até junho.

Expectativas e Projeções de Wall Street

Existem consenso entre os analistas de Wall Street de que as ações estão próximas de uma fase de consolidação durante os meses de verão, após um rali acentuado a partir dos mínimos de março. Desde o final de março, o S&P 500 subiu aproximadamente 19%, ultrapassando a marca de 7.500 pontos pela primeira vez na semana passada, embora tenha permanecido um pouco abaixo desse pico recente.

Níveis de Suporte Monitorados

Jeff Hirsch acredita que 7.150 pontos é um nível de suporte importante a ser observado para o S&P 500, o que representa uma queda de cerca de 4% a 5% em relação aos níveis atuais. No entanto, ele também expressou que não ficaria surpreso se o índice mais amplo recuasse para algo entre 6.600 e 6.700 pontos, a fim de preencher a lacuna gerada por uma trégua em abril durante o verão. Esse movimento equivaleria a uma correção de aproximadamente 10% a 12%.

Riscos Macroeconômicos em Jogo

No contexto mais amplo, existem numerosos riscos macroeconômicos que podem impactar negativamente o mercado financeiro. A crise energética resultante do conflito dos Estados Unidos com o Irã está elevando a inflação e pressionando os rendimentos dos títulos. No entanto, Hirsch acredita que algum movimento volátil no curto prazo poderá preparar melhor o mercado para um rali no final do ano.

Projeções para o Final do Ano

Ele ainda prevê que o mercado de ações encerrará o ano com uma alta que varia entre 8% a 12% em comparação ao fechamento de 2025. "O calendário tende a piorar a partir daqui antes de melhorar", escreveu Hirsch.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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