Índice de Confiança da Construção
O Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado pelo FGV IBRE, permaneceu inalterado no mês de maio, mantendo-se em 92,6 pontos. Ao observar as médias móveis trimestrais, nota-se um avanço de 0,3 ponto, totalizando 92,9 pontos, indicando uma leve melhora na tendência de médio prazo. Essa estabilização ocorre apesar dos desafios que as empresas do setor continuam a enfrentar.
Análise do ICST
De acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, o resultado do mês reflete comportamentos distintos entre os diferentes componentes do indicador e entre os segmentos da atividade. Ela observa: “A estabilidade do ICST registrada em maio resultou de movimentos opostos dos seus componentes: o indicador de expectativas relacionadas à tendência dos negócios sofreu um novo revés. Entre os setores, também foram observados movimentos distintos. As empresas de Edificações, especificamente, apontaram uma deterioração mais acentuada em suas perspectivas para os próximos meses. Os fatores por trás dessa queda incluem um ambiente de negócios mais desfavorável, caracterizado pela escassez de mão de obra e pelo aumento dos custos. Durante dois meses consecutivos, houve um aumento nas sinalizações quanto ao custo da matéria-prima como um fator limitante para a expansão das atividades. Trata-se de um cenário que não deve apresentar alívio em um horizonte próximo”, analisou Castelo.
Composição do Indicador
A análise detalhada da composição do indicador revela uma melhoria na percepção sobre a situação atual das empresas, que foi parcialmente compensada por uma deterioração nas expectativas futuras. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) avançou 0,6 ponto, atingindo 92,3 pontos. Por outro lado, o Índice de Expectativas (IE-CST) apresentou um recuo de 0,8 ponto, encerrando o mês de maio em 92,9 pontos.
Componentes do ISA-CST
Dentro dos componentes do ISA-CST, o indicador de Situação Atual dos Negócios alcançou 91,0 pontos, registrando uma melhora de 0,8 ponto em relação ao mês anterior. A Carteira de Contratos também mostrou evolução positiva, apresentando um crescimento de 0,4 ponto para 93,8 pontos.
Expectativas e Demanda
No que diz respeito às expectativas, a Demanda Prevista demonstrou um otimismo maior, subindo 0,8 ponto e chegando a 95,7 pontos. Em contrapartida, o indicador de Tendência dos Negócios caiu 2,3 pontos, resultando em 90,1 pontos, o que evidencia uma visão mais cautelosa das empresas sobre o ambiente operacional que se avizinha.
Nível de Utilização da Capacidade Instalada
Outro indicador que sinaliza uma moderação na atividade é o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), que diminuiu em 0,4 ponto percentual, caindo para 77,4%. Os índices que medem a utilização de mão de obra, assim como o uso de máquinas e equipamentos, também observaram redução, recuando para 78,7% e 72,3%, respectivamente.
Fonte: br.-.com


