Ibovespa Inicia Tentativa de Recuperação
O Ibovespa (IBOV) busca recuperar as perdas acumuladas na sessão anterior, impulsionado pela valorização dos preços do petróleo. Esse movimento ocorre em meio a novas incertezas relacionadas às negociações entre os Estados Unidos e o Irã, após uma série de ataques entre os dois países.
Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,21%, situando-se em 176.104,70 pontos. Entretanto, cerca de 15 minutos depois, o cenário se inverteu, e às 10h30, o índice apresentava uma queda de 0,36%, a 175.112,40 pontos.
O dólar à vista opera em baixa em relação ao real, acompanha o desempenho da moeda no mercado internacional. No mesmo horário, a moeda registrava uma queda para R$ 5,0543 (-0,13%). O DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, apresentava uma leve diminuição de 0,05%, alcançando 99.160 pontos.
5 Assuntos para Considerar ao Investir no Ibovespa Nesta Quinta-Feira (28)
1 – Taxa de Desemprego
A taxa de desemprego no Brasil apresentou uma diminuição, alcançando 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, comparado a 6,1% no trimestre anterior, que teve fim em março. Este índice representa a menor taxa registrada para um trimestre finalizado em abril desde que foi iniciada a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012.
2 – Inflação do Aluguel
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), amplamente conhecido como a ‘inflação do aluguel’, apresentou uma desaceleração na alta, registrando 0,84% em maio, uma redução em relação aos 2,73% do mês anterior. Essa desaceleração foi impulsionada pela relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.
A expectativa de uma pesquisa realizada pela Reuters apontava para um aumento de 0,80%. Com o resultado registrado no mês, o índice acumula uma alta de 1,95% nos últimos 12 meses.
“A menor intensidade do IGP-M em maio foi influenciada pela relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, que não provocou choques adicionais significativos nas cadeias produtivas. Esse fator contribuiu para a redução da pressão sobre os preços ao produtor”, afirmou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
3 – Fim da Escala 6×1
Na noite da última terça-feira (27), a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6×1, reduzindo a jornada semanal para 40 horas.
A proposta estabelece que a carga horária será reduzida em 2 horas semanais 60 dias após a promulgação do texto. Após um ano, haverá uma nova redução de 2 horas. A PEC também determina a obrigatoriedade de duas folgas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos, e garante que não haverá uma diminuição no salário dos trabalhadores.
O texto agora segue para análise no Senado.
4 – EUA x Irã
Nesta quinta-feira, os Estados Unidos e o Irã se envolveram em uma série de ataques, sendo que essas trocas de fogo não foram classificadas como uma violação do ‘cessar-fogo’ temporário entre as duas nações.
Os EUA realizaram ataques a uma operação de drones iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz, enquanto o Irã atingiu uma base aérea americana.
Com o retorno das incertezas quanto a uma resolução do conflito, os preços do petróleo reagiram e passaram a operar em alta. Nos registros feitos por volta das 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, que é uma referência para o mercado internacional, para o mês de julho caíam 3,69%, cotando a US$ 93,15 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho também apresentaram uma queda de 4,74%, estabelecendo-se a US$ 89,41 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.
5 – Inflação nos EUA
O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos registrou um aumento de 0,4% em abril, conforme divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA).
No acumulado do ano, a inflação preferida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) ficou em 3,8%, valor que supera a meta de 2% estabelecida pelo banco central dos EUA. Os dados divulgados ficaram abaixo das expectativas do mercado, que previa um aumento mensal de 0,5% e uma alta anual de 3,9%.
O núcleo da inflação, que exclui os preços de alimentos e energia, apresentou um crescimento de 0,2% no mês, também inferior às previsões de uma alta de 0,3%. No comparativo anual, o núcleo subiu 3,3%, de acordo com as projeções já estabelecidas.
A inflação continua sendo pressionada pelos conflitos no Irã, mesmo com os preços dos combustíveis apresentando uma queda de 0,3% em abril em comparação à alta de 2,5% registrada no mês anterior.
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Fonte: www.moneytimes.com.br

