Agenda de Etanol do Brasil na COP30
Para Priscilla Cortezze, diretora de comunicação e sustentabilidade da Copersucar, o Brasil apresenta uma agenda exemplar em relação ao etanol, que será apresentada ao mundo durante a COP30, programada para ocorrer em Belém. Em sua participação na série "CNN Talks", Cortezze sublinhou a importância de uma comunicação mais eficiente com o exterior.
Necessidade de Comunicação Eficiente
Cortezze destacou que o país deve avançar na forma como comunica suas soluções. "Precisa sair da ideia de comunicar dentro do país e comunicar para fora. Isso vai ajudar a mostrar soluções concretas, as experiências que o Brasil já tem", declarou a diretora da Copersucar. Com isso, ela enfatizou que o Brasil possui iniciativas significativas ligadas à energia, especialmente em relação aos biocombustíveis, citando o etanol e o biometano.
Soluções Sustentáveis e Escaláveis
A diretora apontou que o Brasil é único ao abastecer seus veículos com etanol sem misturá-lo a outros combustíveis mais fáceis. "Economiza milhares e milhares de toneladas de CO2, é uma solução pronta e escalável. Podemos mostrar para outros países como funciona", ponderou Cortezze, ressaltando a relevância dessas soluções no contexto atual de mudanças climáticas.
Evento "CNN Talks – Potência Verde"
O evento "CNN Talks – Potência Verde" ocorreu nesta segunda-feira, 8 de setembro, em São Paulo, reunindo especialistas e autoridades para discutir temas como agricultura regenerativa, bioenergia e clima, em preparação para a COP30 da ONU, que será realizada em novembro, na capital do Pará.
Lançamento da Série "Rota Bioceânica"
Este evento também marcou a estreia oficial da série "Rota Bioceânica", apresentada pelo analista da CNN Brasil, Caio Junqueira. O corredor bioceânico é uma proposta que visa oferecer uma alternativa ao Porto de Santos, interligando quatro países da América do Sul, incluindo o Brasil.
Impactos Logísticos da Rota Bioceânica
Estudos preliminares indicam que essa nova rota pode reduzir em até 17 dias o tempo de transporte de mercadorias que partem do Brasil em direção à Ásia. Além disso, estima-se que o custo do frete poderá ser diminuído em até 30%, se comparado ao que é atualmente gasto para escoar produtos pelo Oceano Atlântico, utilizando o Porto de Santos.


