RD Saúde: Oportunidade de Investimento Atraente
A RD Saúde (RADL3) apresenta uma rara combinação para investimentos em boas empresas a preços atrativos. Recentemente, seu preço-alvo foi reduzido de R$ 28 para R$ 25. Apesar dessa diminuição, a empresa ainda oferece um potencial de valorização de 40%.
De acordo com o Morgan Stanley, a ação é considerada a melhor opção para investidores que buscam lucros no setor de saúde. Na Bolsa, os papéis da RD Saúde reagiram de forma positiva, apresentando uma alta de 2,31%.
Os analistas do banco observam que a queda acumulada de 25% ao longo do ano representa uma oportunidade de compra. Essa desvalorização foi atribuída, em grande parte, à percepção de risco, e não a uma deterioração dos fundamentos da empresa. O papel, segundo a análise, combina características de crescimento defensivo e alta qualidade.
“Diversas análises de valuation, incluindo múltiplos históricos e a relação entre retorno sobre patrimônio líquido (ROE) e custo de capital próprio, corroboram a visão de que a RADL representa uma boa oportunidade de compra”, afirmam os especialistas.
Preocupações do Mercado
Entre as principais preocupações do mercado estão o possível fim da escala de trabalho 6×1 e um eventual aumento nos custos trabalhistas. Além disso, a alta nos juros e a saída de capital estrangeiro têm pressionado as ações de empresas brasileiras ligadas ao crescimento.
“Contudo, a perspectiva de lucros da RADL continua resiliente, com revisões consensuais do Lucro por Ação (LPA) sendo amplamente positivas”, destacam os analistas.
Riscos Temporários do RD Saúde
Em sua avaliação, o Morgan Stanley considera que os riscos associados a uma possível mudança na escala de trabalho e à entrada do Mercado Livre (MELI34) no segmento de entrega de medicamentos estão exagerados.
“Nossos estudos indicam que esses riscos são temporários, administráveis ou já se encontram plenamente refletidos na avaliação atual das ações”, afirmam os analistas.
Enquanto isso, os fundamentos da RADL permanecem robustos, sustentados por revisões resilientes dos lucros, excelência na execução e uma importante exposição ao varejo farmacêutico brasileiro.
“O crescimento histórico da empresa demonstrou pouca correlação com os ciclos do PIB”, ressalta o banco.
Os analistas também destacam que a demanda pela empresa é sustentada por fatores como:
- O caráter não discricionário dos gastos com saúde, que são essenciais;
- A nova dinâmica de venda de medicamentos sem prescrição;
- A forte presença de genéricos;
- Os reajustes anuais de preços, que são uma constante no setor.
Fonte: www.moneytimes.com.br


