Brasil cria 72,9 mil empregos em maio, mas enfrenta o pior resultado desde 2020.

Brasil cria 72,9 mil empregos em maio, mas enfrenta o pior resultado desde 2020.

by Fernanda Lima
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Desempenho do Mercado de Trabalho Brasileiro em Maio

O mercado de trabalho brasileiro apresentou uma queda em sua performance durante o mês de maio, conforme os dados revelados na terça-feira, dia 30 de junho, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão vinculado ao Ministério do Trabalho. No mês, foi registrado um saldo positivo de 72.960 novas vagas com carteira assinada, uma conquista resultante de 2,21 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos no mesmo período. É importante ressaltar que esses dados ainda estão sujeitos a revisões por parte do Ministério do Trabalho.

Comparação com Anos Anteriores

Embora tenha havido a criação líquida de empregos, o desempenho registrado em maio deve ser considerado uma desaceleração acentuada em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O saldo do mês atual é 51% inferior às 148.992 vagas criadas em maio de 2025 e constitui o resultado mais fraco para este mês desde 2020, ano marcado por impactos severos da pandemia, onde o mercado formal enfrentou mais de 350 mil demissões.

Resultados Acumulados de 2026

No acumulado do período que vai de janeiro até maio, o Brasil gerou 767.326 postos de trabalho formais, mantendo um saldo positivo em todos os meses deste ano devido ao número de contratações que superou o de desligamentos. Ao considerar os últimos doze meses, o mercado formal contabiliza a criação de 973.285 empregos com carteira assinada.

Setores da Economia e Geração de Empregos

Quando analisamos os diferentes setores da economia, o segmento de serviços se destacou em maio, gerando 45.655 novas vagas. Na sequência, a construção civil contribuiu com 12.096 postos de trabalho, a agropecuária com 10.205 vagas, e a indústria somou 4.974 contratações líquidas. O comércio, por sua vez, apresentou uma estabilidade notável, encerrando o mês com apenas 40 novos empregos formais, demonstrando uma leve tendência de inatividade.

Remuneração Média e Tendências Emergentes

Os dados também indicam uma diminuição na remuneração média dos novos contratados. Em maio, os trabalhadores que obtiveram contratos com carteira assinada receberam um salário médio de R$ 2.384,10. Esse valor representa uma queda de 0,75% em relação ao mês anterior, quando a remuneração média estava estabelecida em R$ 2.402,07, o que equivale a uma diferença de R$ 17,97.

(Fonte: Ministério do Trabalho)

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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