Gripe Aviária na Europa está se proliferando de maneira alarmante na Europa, com o maior número de países registrando surtos iniciais em pelo menos uma década. Essa situação gera preocupações sobre a possibilidade de uma repetição de crises anteriores que resultaram no abate de milhões de aves e um aumento significativo nos preços dos alimentos.
A difusão da influenza aviária altamente patogênica, comummente referida como gripe aviária, representa uma preocupação real tanto para os governos quanto para o setor avícola, devido à devastação que pode causar nos lotes, à perspectiva de imposição de restrições comerciais e ao risco de uma nova pandemia.
A propagação da doença, que é disseminada principalmente por meio da migração de aves selvagens, já resultou em 56 surtos em dez países da União Europeia (UE) e na Grã-Bretanha entre agosto e meados de outubro, com ênfase para a Polônia — o maior produtor de aves da UE — além da Espanha e da Alemanha. Esta informação foi divulgada pela Agência Francesa de Saúde Animal (ESA).
Esta é a primeira vez em uma década que a doença se espalha para dez países tão precocemente na temporada, embora o número total de surtos ainda esteja abaixo dos números do ano passado, quando o bloco europeu enfrentou a pior crise de gripe aviária de sua história.
No ano anterior, foram registrados 31 surtos em nove países durante o mesmo intervalo de tempo. “Todos esses casos na Europa indicam que o vírus está longe de desaparecer”, afirmou Yann Nedelec, diretor do grupo francês da indústria avícola Anvol.
Confinamento de Aves
De acordo com o último comunicado da ESA, a Bélgica e a Eslováquia confirmaram seus primeiros casos de gripe aviária da temporada nesta semana, conforme informado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na quarta-feira, o que resultou na ordem de permanência das aves em ambientes fechados na Bélgica.
Além disso, dois outros surtos foram identificados na França, um dos maiores produtores de aves, conforme comunicou o Ministério da Fazenda na terça-feira, que determinou o confinamento das aves devido ao aumento dos surtos na Espanha e Alemanha. No ano passado, essa ordem foi emitida nos meses de novembro e dezembro.
A avaliação do risco da gripe aviária para os seres humanos é considerada baixa, visto que a maior parte das infecções ocorre por contato direto com animais contaminados. No entanto, o vírus requer monitoramento, à medida que se mostra cada vez mais disseminado entre mamíferos, segundo alertas da Organização Mundial da Saúde.
Em resposta à situação, a França iniciou a terceira campanha anual de vacinação contra a gripe aviária para patos de granja, posicionando-se como o primeiro grande exportador de aves a adotar tal medida em nível nacional. O governo atribui essa estratégia ao controle da disseminação da doença.
A gripe aviária também afetou as economias dos Estados Unidos e da Ásia. Nos EUA, mais de 180 milhões de aves foram abatidas anteriormente, impactando negativamente os preços dos ovos e afetando não apenas aves, mas também vacas leiteiras e humanos.
O Brasil, reconhecido como o maior exportador mundial de carne de aves, enfrentou um surto da doença, mas atualmente está livre da gripe aviária. Nesta semana, o Japão confirmou seu primeiro caso desta temporada.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

