A 'doença fiscal silenciosa' que impacta o Brasil, de acordo com o diretor da IFI

A ‘doença fiscal silenciosa’ que impacta o Brasil, de acordo com o diretor da IFI

by Fernanda Lima
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Problemas Fiscais na Economia Brasileira

O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Marcos Pestana, participou do programa Mercado, da VEJA, e destacou que o principal desafio enfrentado pela economia brasileira é de natureza fiscal, em detrimento de questões cambiais, monetárias ou institucionais.

Déficits Primários desde 2014

Pestana apontou que o Brasil enfrenta déficits primários desde o ano de 2014, sugerindo que o governo tem incorrido em gastos superiores à sua arrecadação em despesas operacionais. Essa situação indica um descompasso significativo entre a receita e a despesa pública, o que pode desestabilizar a economia.

Rombo nas Contas em 2025

De acordo com o relatório mais recente da IFI, o déficit projetado para as contas do ano de 2025 pode atingir a cifra de 27 bilhões de reais. Esse desequilíbrio está, em parte, associado ao fraco desempenho das estatais federais, além da perda de validade de medidas provisórias que anteriormente aumentavam a carga tributária. A instituição estima que, mesmo com a aprovação da PEC 136/2025, que retirou os precatórios das metas fiscais, o alívio orçamentário será temporário. Essa mudança no orçamento possibilitou um espaço financeiro de 115 bilhões de reais, porém, Pestana advertiu que esses valores continuarão a ser pagos, mas por meio de endividamento, o que não resolve a questão subjacente.

Comparação com Doenças

O economista comparou a crise fiscal brasileira a uma “doença silenciosa e progressiva, como diabetes”, enfatizando que essa situação enfraquece a capacidade do Estado de investir e cumprir suas obrigações. A caracterização dessa crise como uma condição que se agrava aos poucos ressalta a urgência de medidas corretivas no setor público.

Medidas Necessárias para Reverter a Situação

Para que o Brasil consiga reverter esse quadro fiscal desfavorável, Pestana defendeu a implementação de um ajuste equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse ajuste, segundo ele, exigiria uma reavaliação das renúncias fiscais, dos gastos tributários e das vinculações automáticas presentes no orçamento. Ele salientou que o próximo presidente—independente de ser Lula ou um adversário—será compelido a promover um ajuste profundo. A ausência dessas medidas poderá resultar na “perda do bonde da história” e comprometer o crescimento econômico do país no futuro.

Conclusões

Dessa forma, a análise de Marcos Pestana revela um panorama desafiador para a economia brasileira, que demanda atenção e ação decisiva para reequilibrar as contas públicas e garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo.

Fonte: veja.abril.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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