A empresa cujo estudo sobre IA abalou o mercado faz uma nova grande previsão.

Previsões do Citrini Research

Citrini Research, a empresa que abalou os mercados no início deste ano com uma ousada chamada pessimista sobre inteligência artificial, emitiu outro alerta. Desta vez, a firma argumenta que um desaceleramento impulsionado pelos preços do petróleo pode levar a uma queda nas ações.

Análise de James van Geelen

O fundador da Citrini, James van Geelen, destacou que os preços elevados e persistentes da energia podem pressionar tanto os consumidores quanto os lucros corporativos, criando um cenário onde as ações enfrentam dificuldades, mesmo enquanto o Federal Reserve eventualmente considere a possibilidade de cortes nas taxas de juros.

"Se a guerra não acabar, as ações vão cair", afirmou van Geelen em uma postagem no Substack na manhã de quarta-feira, indicando que as tensões geopolíticas são um dos principais fatores que sustentam a força dos preços do petróleo.

Reação do Mercado

As ações recuperaram parte das perdas na quarta-feira após relatos de que os Estados Unidos apresentaram ao Irã um plano para encerrar o conflito, o que fez os preços do petróleo despencarem. No entanto, os dois países parecem estar em posições muito distantes, com Teerã rejeitando a oferta de cessar-fogo dos EUA e exigindo soberania sobre o Estreito de Ormuz.

Reputação em Crescimento

Esse novo alerta aumenta a reputação da Citrini por suas visões macroeconômicas contrárias ao consenso. Em fevereiro, a empresa publicou uma nota amplamente circulada que argumentava que o próprio boom da inteligência artificial poderia, em última análise, prejudicar a economia, elevando o desemprego a até 10% caso empregos de colarinho branco fossem substituídos por máquinas.

Desaceleração à Vista?

O núcleo da tese atual da Citrini é que os preços elevados do petróleo atuam como um imposto sobre o crescimento, corroendo o poder de compra e restringindo as condições financeiras, sem que o Federal Reserve precise tomar ações adicionais. Com as taxas de política já próximas do nível neutro, van Geelen argumenta que manter as taxas constantes será restritivo o suficiente à medida que o choque energético se filtre pela economia.

"Vivemos em um mundo diferente agora, as taxas estão próximas do neutro", escreveu. "Se o petróleo continuar alto, seria restritivo o suficiente simplesmente deixá-las onde estão enquanto os preços do petróleo se filtram pelo restante da economia e causam uma desaceleração."

Vulnerabilidade das Ações

Essa dinâmica deixa as ações particularmente vulneráveis, segundo van Geelen. Mesmo em um cenário onde as tensões geopolíticas se amenizem rapidamente, a Citrini vê um potencial limitado de valorização para as ações. Os consumidores ainda se apresentariam "ligeiramente mais fracos" após absorverem os custos elevados dos combustíveis, o que diminuiria a força de qualquer recuperação, afirmou.

Narrativa Desafiadora

A visão da firma também desafia uma narrativa comum entre os investidores otimistas, que acreditam que cortes nas taxas de juros proporcionariam um suporte para as ações. Em vez disso, van Geelen sugere que qualquer eventual afrouxamento das políticas monetárias provavelmente ocorrerá em resposta a um crescimento mais fraco, um contexto historicamente associado a novas quedas nas ações, e não a recuperações sustentadas.

"O Fed sabe que aumentar as taxas não vai magicamente aumentar a oferta de petróleo", escreveu, argumentando que os formuladores de políticas são mais propensos a "deixar passar" o choque antes de, eventualmente, cortarem as taxas à medida que as condições se deteriorarem.

Fonte: www.cnbc.com

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