Aumento no Preço-Alvo das Ações da Embraer
Os analistas do JP Morgan ajustaram para cima o preço-alvo das ações da Embraer (EMBR3) após a divulgação dos resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025 (3T25). Os especialistas do banco norte-americano afirmam que a empresa está “elevar a barra” e que deve apresentar, em um futuro próximo, margens superiores ao que o mercado previa.
Justificativa para o Aumento no Preço-Alvo
De acordo com o relatório divulgado nesta sexta-feira (7), o aumento de 1% em nosso preço-alvo para dezembro de 2026 é resultado de uma revisão na avaliação da soma das partes da empresa, considerando o incremento nos múltiplos de suas concorrentes. No entanto, o valor justo estimado por fluxo de caixa descontado (DCF) permanece inalterado.
Desconto em Relação aos Pares
O time da instituição financeira, liderado por Marcelo Motta, observa que a Embraer deve negociar a um desconto de 15% em relação aos seus concorrentes, devido ao seu tamanho relativamente menor, ao foco em aviação regional e à menor liquidez de suas ações no mercado. Apesar dessa desvantagem, o banco vê um potencial de valorização de 25% para as ações da Embraer, em comparação ao preço de fechamento registrado na véspera. Assim, a nova projeção para o fim de 2026 subiu para US$ 80, em vez de US$ 79, como era anteriormente previsto.
A análise também sugere que, incluindo a EVE, que é a divisão de veículos elétricos de pouso e decolagem vertical, o valor justo da Embraer ao fim de 2026 poderia atingir até US$ 90,00.
Expectativa de Melhora nas Margens
O relatório do JP Morgan também indica que a Embraer deve entregar, até o final do ano, uma margem de lucro superior à expectativa geral do mercado.
Projeções de Margens para o Quarto Trimestre
De acordo com os analistas, a margem Ebit para o quarto trimestre deve ser de 9,5%, considerando US$ 30 milhões em custos relacionados a tarifas dos Estados Unidos. Para o ano completo, a margem Ebit projetada é de 8,9%, superando o guidance fornecido pela empresa que varia entre 7,5% e 8,3%, assim como o consenso do mercado que é de 8,5%.
Desempenho no 3T25
No terceiro trimestre de 2025, a margem Ebit da Embraer foi de 8,5%. Entretanto, conforme análise do banco, os últimos três meses do ano devem trazer um aumento nas receitas em comparação ao ano anterior, e apesar das despesas com tarifas, os custos totais devem ser diluídos.
Para fundamentar suas previsões, os analistas consideram o Ebit registrado no quarto trimestre de 2024 e subtraem os custos extraordinários com tarifas dos EUA, para projetar o desempenho do 4T25.
Expectativa de Lucro Operacional Ajustado
Nos cálculos do JP Morgan, mesmo com uma receita esperada maior para o próximo ano, o lucro operacional ajustado deve ficar em torno de US$ 235 milhões para o trimestre, o que resultaria em um EBIT anual aproximado de US$ 660 milhões. Isso indicaria uma margem entre 8,8% e 9,4%, dependendo do cumprimento das projeções de receita.
Perspectivas Adicionais e Riscos
Os analistas do JP também consideram que um cenário positivo no relacionamento entre Brasil e Estados Unidos pode resultar na eliminação das tarifas. Outros fatores em análise incluem o Dubai Airshow, além de potenciais pedidos do grupo ABRAS, que engloba as empresas Gol e Avianca, e da Índia, especialmente após a abertura de um escritório em Nova Délhi.
Por fim, o JP Morgan alerta que o principal risco no curto prazo é não conseguir superar a margem Ebit de 2025, uma vez que as expectativas do mercado estão ligeiramente acima do patamar atual. Ademais, a Embraer possui uma carteira recorde de pedidos, com um total de US$ 31 bilhões (ou US$ 50 bilhões, se incluídas as opções), o que torna a execução, incluindo o aumento da produção e das margens, um fator crítico para a viabilidade da tese de investimento.
Fonte: www.moneytimes.com.br

