Faturamento em alta durante o feriado prolongado
O feriado prolongado de Corpus Christi, aliado à realização da Marcha para Jesus e da Parada do Orgulho LGBT+ 2026 em São Paulo, deverá gerar um aumento médio de 15% no faturamento de bares e restaurantes na cidade quando comparado a finais de semana comuns.
Essa projeção foi apresentada pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) em São Paulo.
Nas áreas próximas aos locais onde os eventos ocorrerão, a expectativa é que o crescimento do faturamento seja ainda mais acentuado. Em entrevista ao CNN Money, Gabriel Pinheiro, líder executivo da Abrasel na cidade, informou que o aumento pode chegar a até 50% nos estabelecimentos localizados nas regiões que concentram as atrações.
Turistas como principais motores do consumo
O fluxo de turistas provenientes de outras cidades e estados é considerado um dos principais fatores que contribuíram para o desempenho positivo projetado.
Gabriel Pinheiro afirmou: “Esses eventos específicos atraem muitos turistas de diversas partes do Brasil”.
De acordo com o executivo, os turistas aproveitam sua estadia para visitar diferentes estabelecimentos, exercendo um impacto significativo sobre toda a cadeia do setor.
Ele destacou: “Quando a pessoa vem, seja para a Marcha para Jesus, seja para a Parada do Orgulho LGBT+, ela vai tomar café da manhã na padaria, almoçar em algum restaurante, ir a um bar”.
Pinheiro destacou que, ao contrário do que acontece em outros feriados, São Paulo não se esvazia nesse período. Pelo contrário, a cidade recebe um volume considerável de visitantes, o que distingue este feriado prolongado dos demais.
Orientações para os estabelecimentos
Frente ao esperado aumento no fluxo de clientes, a Abrasel sugere que os estabelecimentos implementem medidas que garantam uma operação eficiente.
Gabriel Pinheiro recomenda que bares e restaurantes adotem cardápios mais enxutos, busquem agilizar o atendimento e considerem a possibilidade de criar combos ou decorações que alinhem com os eventos em questão.
Ele ressaltou: “A hospitalidade é universal. Precisamos atender todos os tipos de clientes”.
Desafios para o restante do ano
Apesar do otimismo em relação ao mês de junho — que ainda contempla o Dia dos Namorados e jogos da Copa do Mundo —, Gabriel Pinheiro alertou para um cenário desafiador que se apresenta para o restante do ano.
Ele destacou que o setor enfrenta margens de lucro cada vez mais restritas, endividamento acumulado desde a pandemia e a pressão da inflação sobre os preços dos alimentos.
Pinheiro explicou: “O empresário está em uma situação apertada: preciso aumentar o preço, mas não posso, pois isso diminuiria o fluxo de clientes”.
Outro ponto relevante mencionado foi a proposta de alteração da escala de trabalho 6×1, que ainda está em tramitação, e cujos impactos sobre o setor, segundo Pinheiro, precisam ser discutidos com o governo.
Como conclusão, ele apontou: “Precisamos ter um diálogo para entender quais serão os reais impactos dentro do setor e o que o governo poderá oferecer em contrapartida nesse esforço”.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

