Ação subvalorizada pode gerar dividendos extraordinários em 2026, revela CEO

Ação subvalorizada pode gerar dividendos extraordinários em 2026, revela CEO

by Ricardo Almeida
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Log Commercial Anuncia Distribuição de Dividendos em 2026

A Log Commercial (LOGG3), uma das principais desenvolvedoras de galpões logísticos do Brasil, deverá realizar a distribuição de dividendos extraordinários em 2026, de acordo com informações fornecidas ao Money Times pelo CEO da empresa, Sérgio Fischer.

Estratégia de Retorno ao Acionista

O executivo destacou que a companhia pretende continuar com a estratégia que vem sendo adotada nos últimos anos, a qual é focada em proporcionar um forte retorno de capital aos investidores. Essa abordagem é sustentada por um baixo nível de alavancagem e pela geração de caixa proveniente das operações da empresa.

Atualmente, a Log Commercial apresenta um dividend yield (DY) próximo de 16,2%, conforme dados coletados da plataforma Status Invest. Em 2025, esse indicador se aproximou de 17%.

Fischer mencionou que, no ano anterior, a empresa obteve um lucro de R$ 350 milhões e devolveu exatamente o mesmo montante aos acionistas, ou seja, alcançou um payout de 100%. Em 2024, foram distribuídos R$ 220 milhões em proventos, além de R$ 300 milhões em recompra de ações.

Expectativas para o Futuro

O CEO adicionou que, embora não exista um guidance de dividendo para o ano corrente, é esperado um adicional extraordinário. Porém, o montante dependerá de fatores como a necessidade de investimentos (capex), potenciais oportunidades de expansão e a reciclagem de ativos.

“Estamos mantendo aquela política de distribuir pelo menos o mínimo trimestral, de 25%, mas queremos fazer mais”, afirmou Fischer.

O executivo também se referiu a um recurso proveniente da venda para o Itaú (ITUB4) que ainda não foi contabilizado. Ele indicou que este recurso deve chegar no próximo mês, o que deixará o balanço financeiro da empresa em uma condição “super confortável”.

Detalhes da Venda de Galpões

A transação mencionada foi anunciada no início de maio, quando a Log firmou um acordo avaliando seus ativos em R$ 1,02 bilhão com o fundo imobiliário Itaú Log CP, que é gerido pelo Itaú Unibanco Asset Management e administrado pela Intrag DTVM.

Os galpões envolvidos na negociação totalizam aproximadamente 332,8 mil metros quadrados (m²) de área bruta locável (ABL), sendo negociados a um preço médio de R$ 3.065 por m².

De acordo com os termos do acordo, 80% do valor, aproximadamente R$ 816 milhões, serão pagos à Log à vista.; o restante, 20%, será realizado por meio da entrega de cotas do próprio fundo imobiliário.

Insatisfação com Desempenho das Ações

Além da pauta de dividendos, o CEO expressou descontentamento com o recente desempenho das ações da companhia na bolsa de valores (B3). Apesar de uma valorização acumulada de quase 20% nos últimos 12 meses, Fischer argumentou que o mercado ainda não valoriza corretamente os fundamentos da empresa.

“Estamos super insatisfeitos com o desempenho das ações. Embora tenham subido, foi uma valorização muito inferior ao que deveria ter sido”, afirmou.

Ele acrescentou: “No ano passado, oferecemos 17% de retorno [de dividendos]. É um valor líquido. Que investidor individual não gostaria de um negócio assim? A ação deveria ter subido muito mais, mas isso requer trabalho da nossa parte para mostrar tudo o que está sendo realizado.”

Pressões de Custos e Cenário do Mercado

Apesar das valorizações no longo prazo, as ações LOGG3 apresentaram uma queda de aproximadamente 4% em 30 dias, em meio à crescente pressão dos custos de construção, que permanece no foco do mercado imobiliário.

Isso se deve ao fato de que o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado) registrou uma alta de 1,04% em abril, acumulando um aumento total de 6,28% nos últimos 12 meses.

Na visão de Fischer, no entanto, a pressão negativa recente sobre as ações deve-se mais ao cenário macroeconômico atual e à saída de investidores da bolsa do que ao aumento dos custos de construção. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, caiu 7% em 30 dias.

“Não acredito que os custos sejam um problema para nós. Estamos monitorando essa situação e conseguimos repassar o aumento para os nossos clientes, mantendo as margens”, disse o CEO.

Expectativas sobre Custos de Construção

O diretor da Log, Eudóxio Pontes, complementou que a expectativa de aumento nos gastos com construção para este ano gira em torno de 7,5%, com uma preocupação maior voltada para os projetos que ainda serão iniciados.

“Nos últimos meses, a pressão de custos foi acentuada, principalmente devido à guerra. Contudo, isso não interferiu nas obras que já estão acima de 50% ou 60% de execução”, afirmou.

Pontes também destacou que a maior preocupação da empresa reside nos empreendimentos ainda a serem iniciados. “Estamos nos preparando para possíveis aumentos de custos na ordem de 7,5%. Isto é uma previsão, não uma certeza,” concluiu.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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