Desempenho do Mercado de Galpões Logísticos no Brasil
Absorção Líquida no Primeiro Trimestre de 2026
No primeiro trimestre de 2026, o mercado brasileiro de galpões logísticos apresentou uma absorção líquida de 360.027 m², demonstrando um contínuo ritmo de expansão. A região Sudeste foi a que mais se destacou, concentrando a maior parte dessa absorção, com 352.903 m². Dentro desta região, o estado de São Paulo liderou, contabilizando 270.784 m², seguido de Minas Gerais, que também apresentou um crescimento significativo, com 86.605 m². Por outro lado, o Rio de Janeiro registrou uma retração de 4.486 m² no mesmo período.
Locações e Setores em Destaque
No total, as locações alcançaram 565.006 m², com os setores de comércio, atacado e varejo contribuindo com 189.949 m². O setor logístico também teve seu espaço, contabilizando uma área locada de 98.237 m². Em adição, o trimestre foi marcado por novas entregas, que somaram 202.339 m², sendo a maioria realizada na região Sudeste. Em São Paulo, foram entregues 110.284 m², enquanto Minas Gerais teve 63.364 m² destinados a novas construções.
Taxa de Vacância e Preços no Mercado Logístico
A taxa de vacância nacional apresentou uma queda, estabelecendo-se em 5,62%. Essa redução reflete a absorção consistente e as entregas que foram rapidamente absorvidas pelo mercado. Na região Sudeste, a taxa de vacância diminuiu para 6,2%, com o estado de São Paulo apresentando um índice de 5,24% e Minas Gerais com 3,3%. Em contrapartida, o Rio de Janeiro teve um aumento na vacância, atingindo 13,6%.
Preço Médio por Metro Quadrado
O preço médio pedido nacional para alugueis de galpões logísticos foi de R$ 28,94 por metro quadrado. No Sudeste, esse valor se elevou para R$ 29,41 por metro quadrado. Em detalhes, os preços foram de R$ 32,59 por metro quadrado em São Paulo, R$ 27,41 por metro quadrado em Minas Gerais e R$ 23,56 por metro quadrado no Rio de Janeiro. A combinação de uma vacância baixa, juntamente com preços firmes, cria um cenário favorável para ativos logísticos de alto padrão.
Os dados apresentados são oriundos da consultoria Cushman & Wakefield, que realiza análises detalhadas sobre o comportamento do mercado imobiliário e logístico no Brasil.
Fonte: veja.abril.com.br