Acionista propõe aporte de R$ 500 milhões em negociações com a Porto (PSSA3), mas com condições.

Aporte da MAK Capital Fund LP na Oncoclínicas

A Oncoclínicas (ONCO3) informou ao mercado que seu acionista, o MAK Capital Fund LP, que possui aproximadamente 6,305% do capital social da empresa, manifestou interesse em realizar um aporte de cerca de R$ 500 milhões. Essa informação foi divulgada em um fato relevante na noite de terça-feira, 24.

Condições para o Aporte

O aporte, no entanto, está condicionado à convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE). Nesta AGE, cinco tópicos deverão ser discutidos. O primeiro tópico refere-se à informação e ao debate sobre a situação econômico-financeira da Oncoclínicas. Isso inclui, mas não se limita a, medidas que estão sendo adotadas ou planejadas para a repactuação dos vencimentos e proteção das operações da empresa.

Adicionalmente, o acionista solicitou a destituição dos atuais membros do conselho de administração. O pedido inclui a fixação do número de membros do conselho durante o mandato vigente, a eleição dos novos membros e a aprovação da qualificação dos conselheiros independentes.

Por fim, a condição para o aporte do MAK Capital Fund LP também abrange a indicação do presidente e do vice-presidente do conselho de administração da Oncoclínicas.

Compromissos da Oncoclínicas

A Oncoclínicas também destacou que o compromisso de negociar transações societárias está vinculado exclusivamente à Porto Seguro (PSSA3) por um período de 30 dias. Em um comunicado, a empresa informou que sua diretoria e o conselho de administração tomarão as medidas necessárias para avaliar a regularidade da solicitação feita pelo acionista, mantendo acionistas e o mercado informados sobre o progresso do assunto.

Term Sheet com Porto Seguro e Fleury

Na última semana, a Oncoclínicas e a Porto Seguro firmaram um term sheet, que é um documento de natureza preliminar e não vinculante, com o objetivo de negociar a potencial constituição de uma nova empresa. Essa negociação ocorre em um contexto de pressão financeira que a rede de serviços oncológicos está enfrentando.

O Fleury (FLRY3) também se envolveu, pois aderiu ao termo de compromisso não vinculante inicialmente assinado pelas outras duas partes.

Estrutura da Nova Empresa

O termo propõe que a Oncoclínicas contribua para a nova empresa com seus ativos e operações relacionadas às clínicas oncológicas, além de endividamentos e passivos que totalizam, no máximo, R$ 2,5 bilhões. Por sua vez, Fleury e Porto Seguro investiriam juntos R$ 500 milhões na nova companhia, utilizando uma holding, da qual se tornariam os únicos acionistas e através da qual deteriam o controle da empresa recém-criada.

Emissão de Debêntures Conversíveis

A nova empresa emitirá debêntures que são voluntariamente conversíveis em ações ordinárias de sua própria emissão, que poderão ser subscritas pela holding, pela Porto Seguro ou pelo Fleury. A Oncoclínicas terá o direito de também subscrever debêntures conversíveis, limitado a 30% do volume total.

Essas debêntures conversíveis terão um valor total de R$ 500 milhões, com vencimento em 48 meses a partir do desembolso, e uma remuneração equivalente a 110% do CDI. A conversão poderá ser solicitada a partir do 36º mês da data de emissão ou em caso de verificação de um evento de liquidez da NewCo.

Aspectos da Potencial Operação

Toda a estrutura da operação proposta está sujeita a algumas condições específicas, que incluem:

  • A obtenção das aprovações internas necessárias por parte da Fleury, Porto Seguro e Oncoclínicas.
  • A realização de uma auditoria na Oncoclínicas, cujos resultados sejam considerados satisfatórios pela Fleury e Porto Seguro.
  • A assinatura de documentos vinculantes que estabeleçam as bases definitivas da operação potencial.

Essas condições são críticas para o avanço nas tratativas entre as partes envolvidas, refletindo a complexidade das negociações dentro do atual cenário econômico e financeiro da Oncoclínicas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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