Ações da Ambipar Enfrentam Novos Desafios
As ações da Ambipar (código AMBP3) começaram o pregão nesta sexta-feira, 26 de agosto, enfrentando uma nova queda na Bolsa de Valores. Essa movimentação ocorreu após a agência de classificação de risco S&P Global rebaixar a nota de crédito da empresa, passando de ‘BB-‘ para ‘D’. Essa nova classificação equivale a um calote da dívida (default), embora houvesse reversão momentânea para uma posição positiva.
Oscilações no Pregão
Negociadas fora do índice Ibovespa, por volta de 12h02, as ações AMBP3 apresentavam oscilações entre altas e baixas. Durante a mínima do dia, os papéis chegaram a registrar uma queda de 14%, enquanto na máxima, houve uma elevação de 5% nos preços.
A decisão da agência de classificação de riscos da S&P ocorreu um dia após a companhia obter uma proteção judicial contra credores. No pregão de quinta-feira, 25 de agosto, a empresa registrou uma queda superior a 40% na B3, encerrando o dia com perdas de 24% em seus papéis.
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Proteção Judicial e Impactos no Mercado
A liminar que concedeu a proteção judicial suspende qualquer cláusula contratual que poderia levar a um vencimento antecipado das obrigações financeiras da empresa. Essa ação pode ser considerada um passo preliminar à recuperação judicial. De acordo com a S&P, essa medida de proteção é “equivalente a uma reestruturação geral da dívida,” o que justifica a avaliação negativa com a classificação ‘D’.
A notícia acerca da proteção contra credores resultou em uma nova desvalorização das ações da Ambipar. A medida revela as dificuldades de pagamento associadas a operações feitas com derivativos vinculados a green bonds, o que contribuiu para a queda significativa nos preços das ações da empresa de soluções ambientais.
Recuperação Judicial da Ambipar no Radar
A Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma medida cautelar para proteção contra credores, ajuizada pelo Grupo Ambipar. Essa ação inclui a Ambipar, a Environmental ESG Participações e outras empresas filiadas ao conglomerado. A proteção solicitada indica que, no presente momento, a companhia e suas subsidiárias não possuem condições financeiras para quitar suas dívidas.
Em um comunicado oficial, a Ambipar esclareceu que a proteção legal é resultado de recentes operações com derivativos relacionados aos green bonds, que “geraram consequências financeiras negativas em decorrência das variações nos preços e na negociação desses valores mobiliários”.
Objetivo da Medida Cautelar
De acordo com a empresa, o objetivo da medida cautelar é garantir a continuidade das atividades empresariais do Grupo Ambipar e proteger seus ativos enquanto se busca, junto aos credores, uma alternativa viável para a resolução de suas obrigações financeiras. A companhia enfatizou a importância de encontrar um equacionamento apropriado para suas responsabilidades financeiras sem a necessidade de um processo litigioso prolongado.
Ao final do segundo trimestre deste ano, o endividamento líquido da Ambipar somava quase R$ 6 bilhões, apresentando uma alavancagem de 2,56 vezes o Ebitda anualizado para o período. Esse tipo de ação é considerado uma intervenção que visa promover uma solução menos contenciosa para os problemas financeiros da companhia, possibilitando que a empresa busque soluções e negociações com seus credores.
*Com informações do Seu Dinheiro
Fonte: www.moneytimes.com.br