Proposta de ETF para Investidores Interessados na Venezuela
Contexto da Situação em Venezuela
Recentemente, surgiu a possibilidade de um ETF focado na Venezuela, que tem visto um aumento significativo na sua bolsa de valores após a destituição do ex-presidente Nicolás Maduro. O Teucrium Venezuela Exposure ETF, cuja proposta foi enviada à Comissão de Valores Mobiliários (SEC) poucos dias após a rendição de Maduro aos Estados Unidos, tem como objetivo acompanhar o retorno total de empresas que possuem uma exposição significativa ao país, que possui uma população de aproximadamente 30 milhões de habitantes.
Momento Favorável para o Proposto ETF
A proposta do ETF surge em um momento propício, uma vez que as ações venezuelanas dispararam desde a prisão de Maduro no último fim de semana. O Índice IBC da Venezuela mais que dobrou nesta semana, alcançando a marca de 4.400 pontos, o que representa um aumento de cerca de 2.300 pontos (110%) em relação ao fechamento do ano anterior, que foi de 2.082 pontos.
História Recente do Mercado Financeiro da Venezuela
Wall Street tem evitado o mercado venezuelano por um longo período. Após anos de gastos excessivos, a queda nos preços do petróleo e a imposição de pesadas sanções dos Estados Unidos, a Venezuela declarou falência em relação à sua dívida em 2017, quando não conseguiu honrar os pagamentos de títulos no exterior, tanto emitidos pelo governo quanto pela sua estatal de petróleo, a PDVSA. A Fidelity Investments e a T. Rowe Price são, segundo informações, grandes detentores de títulos em default.
Interesse Renovado dos Investidores
O aparente fortalecimento da aliança do governo venezuelano com os Estados Unidos reavivou o interesse dos investidores no país. Muitos veem a possibilidade de desbloquear um valor significativo por meio de uma potencial reestruturação da dívida soberana da nação ou por meio de investimentos nas imensas reservas de petróleo do país.
Considerações de Riscos
A Teucrium, uma empresa baseada em Burlington, Vermont, conhecida principalmente por seus ETFs agrícolas de commodities únicas, como trigo, soja, milho e açúcar, indicou em seu arquivo que a fricção entre os EUA e a Venezuela continua sendo um fator de risco para qualquer investimento no país. O documento apresentou a seguinte ressalva: "Os EUA também poderiam instituir sanções mais amplas sobre a Venezuela". O comunicado prosseguiu, afirmando que "essas sanções, ou mesmo a ameaça de novas sanções, podem resultar na desvalorização e diminuição da liquidez dos títulos venezuelanos, no enfraquecimento do bolívar ou em outras consequências adversas para a economia venezuelana", referindo-se à moeda do país.
Fonte: www.cnbc.com


