Acordo EUA-China sobre soja gera preocupação, mas também abre portas para novas oportunidades.

Acordo EUA-China sobre soja gera preocupação, mas também abre portas para novas oportunidades.

by Fernanda Lima
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Acordo Comercial entre EUA e China

O acordo comercial firmado entre os Estados Unidos e a China estabelece que o país asiático deverá comprar até 25 milhões de toneladas de soja americana anualmente. Essa decisão sinalizou um alerta para os produtores brasileiros de soja.

Oportunidades no Mercado

Especialistas consultados pelo CNN Money indicam que essa movimentação no comércio pode criar oportunidades para a valorização da commodity no mercado. As tarifas impostas pelo governo do ex-presidente Donald Trump haviam levado a China a suspender a compra de soja americana em maio, resultando em prejuízos significativos para os agricultores, que ficaram com bilhões de dólares em safras não comercializadas.

Exportações Brasileiras

Entre os meses de maio e outubro deste ano, o Brasil exportou aproximadamente 21,2 milhões de toneladas de soja para a China. Julho foi um mês de destaque, com um aumento de 37,5% nas exportações em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas da China.

André Nassar, presidente da ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), enfatiza que a situação atual é um reflexo do impacto causado pela guerra tarifária entre Brasil e Estados Unidos, colocando o Brasil na posição de maior fornecedor da commodity ao mercado chinês. Nassar afirma, “Durante o impasse comercial entre China e Estados Unidos, o Brasil ampliou significativamente suas vendas, com um crescimento estimado de 16% nas exportações de soja para a China em 2025”, citando informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Detalhes do Acordo

O acordo entre Estados Unidos e China prevê o envio de 12 milhões de toneladas de soja até janeiro de 2026, além de um total de 25 milhões de toneladas anuais até 2028. Apesar da reintrodução de um concorrente direto na venda de grãos para a China ser uma fonte de preocupação, Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, ressalta que tal acordo pode influenciar um aumento nos preços, o que também traria benefícios para os produtores brasileiros.

Análise do Mercado Futuro

De acordo com especialistas, os preços dos contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago apresentaram queda, o que pressionava os valores no Brasil. Após a divulgação do acordo, no entanto, houve uma alta de 1,14% na cotação futura da soja. A janela de negociação da China também coincide com a época de colheita na agricultura americana, que atualmente dispõe de altos estoques, enquanto a safra brasileira começará a ser colhida apenas em fevereiro de 2026.

Samuel Isaak, especialista em commodities agrícolas da XP, comenta: “Vemos uma força momentânea agora, mas o cenário para o ano que vem parece ser benéfico para o Brasil. O volume acordado não preocupa tanto os produtores. Os 12 milhões de toneladas agora são suficientes para atender à demanda chinesa até janeiro”.

Retomada do Padrão Anterior

O impacto do anúncio do acordo comercial foi atenuado pela recuperação dos níveis de exportação de soja dos Estados Unidos para a China, que retornaram ao que era observado anteriormente, ainda sem um aumento significativo nos pedidos, como apontam os especialistas consultados pelo CNN Money.

A suspensão das compras de soja americana pela China acendeu alertas entre os agricultores dos Estados Unidos. Recentemente, a American Farm Bureau Federation, uma entidade agrícola de longa data que representa cerca de 6 milhões de agricultores no país, divulgou um relatório destacando os efeitos dessa medida.

Dados da Exportação

Segundo as informações contidas no relatório, o volume embarcado de soja dos Estados Unidos para o mercado chinês apresentou uma queda de quase 78% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, entre janeiro e agosto deste ano, em relação a 2024. Naquele ano, a China foi responsável por quase a metade das exportações norte-americanas de soja.

Esse período de queda nas exportações coincide com a intensificação da guerra tarifária entre as duas potências econômicas, um cenário que levou a um certo arrefecimento e recuo em ambas as partes. Após várias discussões, Pequim decidiu impor tarifas em torno de 20% sobre a soja americana.

Situação Atual

O relatório da American Farm Bureau detalha que “Durante os meses de junho, julho e agosto, os Estados Unidos praticamente não enviaram soja para a China e este país não adquiriu soja da nova safra para o próximo ano comercial”, conforme assinado pela economista Faith Parum.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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