Negociações Climáticas da COP30 no Brasil
As negociações climáticas da COP30 no Brasil chegaram a um acordo provisório, conforme informado por fontes à Reuters neste sábado (22). Este avanço ocorreu após os negociadores resolverem um impasse prolongado relacionado tanto à redução das emissões de gases de efeito estufa quanto ao financiamento climático.
A conferência, que durou duas semanas, foi apresentada como uma oportunidade para demonstrar a capacidade das nações de unirem esforços no enfrentamento da mudança climática, mesmo na ausência dos Estados Unidos. A conclusão do evento estava prevista para a sexta-feira, mas foi estendida devido a dificuldades que os negociadores enfrentaram em chegar a um consenso.
Conforme relatos, o impasse foi superado com negociações que se prolongaram até a madrugada, lideradas pelo Brasil, país anfitrião. No entanto, o texto final do acordo ainda não foi tornado público, e os detalhes sobre o compromisso específico continuam sem esclarecimento imediato.
Fontes informaram que a União Europeia concordou em não obstruir um consenso para um acordo. A presidência brasileira agendou uma sessão plenária de encerramento da conferência para às 11h. É importante ressaltar que qualquer acordo alcançado precisa ser aprovado por consenso.
Promessas Relativas aos Combustíveis Fósseis
Um dos pontos centrais das negociações que causou entraves foi o equilíbrio entre a implementação de uma promessa de 2023 de afastamento dos combustíveis fósseis e a redação referente ao fluxo de financiamento climático. Este fluxo é vital para auxiliar as nações em desenvolvimento a se adaptarem às consequências do aquecimento global, proveniente das economias mais desenvolvidas.
A União Europeia vinha exercendo pressão para uma redação que contemplasse o abandono dos combustíveis fósseis, no entanto, enfrentou forte resistência por parte do Grupo Árabe de nações, incluindo a Arábia Saudita. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, declarou no sábado que a presidência brasileira publicaria um texto paralelo tanto sobre combustíveis fósseis quanto sobre a proteção das florestas, já que não foi possível estabelecer um consenso sobre essas questões nas discussões climáticas globais.
“Vou anunciar que a presidência brasileira fará os dois roteiros porque visivelmente não tivemos maturidade para chegar a um consenso. Acredito que se fizermos isso sob a presidência, teremos resultados”, afirmou Corrêa do Lago.
Financiamento para Adaptação Climática
Os países também chegaram a um consenso de que as nações ricas devem triplicar o financiamento destinado à adaptação para os países em desenvolvimento até 2035, baseado em uma meta que prevê a duplicação desses valores até 2025. Essa informação foi confirmada por uma fonte próxima das negociações.
Essa decisão, que está prevista para integrar o acordo da COP30, instará os países desenvolvidos a aumentar o financiamento destinado a apoiar as nações com menos recursos a lidarem com os impactos das mudanças climáticas.
Em um contexto separado, uma Declaração dos Líderes durante uma reunião do G20 na África do Sul ressaltou a gravidade da mudança climática, evidenciando uma ameaça direta aos planos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Fonte: www.moneytimes.com.br

