Acuado, Vorcaro elabora defesa pública para o Banco Master; confira os principais trechos.

Considerações de Daniel Vorcaro

Logo após a liquidação do Banco Master, ocorrida no final do ano passado, Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, chegou a ponderar a possibilidade de criar um perfil público nas redes sociais. Em um plano de comunicação elaborado pela agência Mithi, surgiu a sugestão de que ele gravasse um vídeo-manifesto em defesa da instituição financeira que ele representava.

Conteúdo do Roteiro Sugerido

No roteiro, que foi descrito como moderado, Vorcaro reconheceria a crise de credibilidade que a instituição enfrentava, mas sustentaria que a liquidação foi conduzida de uma maneira “atípica”. Ele argumentaria que o Banco Central “pulou etapas que nunca havia pulado antes” no processo de liquidação. Em outro trecho do manifesto, ele teria afirmado que o Banco Master não enfrentou a liquidação por conta de fraudes ou operações artificiais, mas sim porque seu crescimento tornava-se uma ameaça ao sistema bancário como um todo.

Fragmento do Roteiro

Abaixo, o roteiro possível sugerido pela agência:

“Sei que minha credibilidade foi atacada. Sei que muitos duvidam. E talvez você, que está vendo isso agora, também duvide. Mas eu não estou aqui para pedir que acredite em mim. Estou aqui porque existem perguntas que transcendem a minha pessoa. Perguntas que todo brasileiro deveria estar fazendo. O Banco Master foi liquidado de forma atípica. O Banco Central pulou etapas que nunca havia pulado antes. Havia uma oferta de compra na mesa. Uma oferta concreta, viável. Mas escolheram liquidar. E com a liquidação, o FGC (que é o fundo garantidor de crédito, com dinheiro público) assume uma conta bilionária. Os ativos do banco não desaparecem quando isso acontece. Eles são vendidos. E são vendidos mais baratos. Fiquei em silêncio por meses. Foi o conselho que recebi: ‘Deixa passar. Não enfrenta o sistema’. Mas eu decidi que esse caso deixou de ser sobre Daniel Vorcaro ou sobre o Banco Master. Esse caso é sobre algo muito maior: o sistema de concentração bancária que mantém o brasileiro refém de poucos bancos, pagando as maiores taxas de juros do mundo. Quando um banco menor cresce e ameaça essa estrutura, o que acontece? Ele é comprado ou destruído”

Fonte: veja.abril.com.br

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