Açúcar em alta em Nova York com expectativa de queda no excesso global

Açúcar em alta em Nova York com expectativa de queda no excesso global

by Ricardo Almeida
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Movimentação no Mercado de Commodities

Açúcar

Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na bolsa ICE apresentaram uma alta nesta terça-feira, com indicadores que apontam uma possível diminuição do excedente de oferta no futuro. O açúcar bruto fechou em alta de 0,37 centavo, equivalente a 2,6%, atingindo o valor de 14,63 centavos por libra-peso, após registrar uma mínima de dois meses e meio de 14,13 centavos na segunda-feira.

As informações provenientes da Conferência Anual da Indústria Açucareira, realizada em Dubai, foram consideradas otimistas. Durante o evento, Claudiu Covrig, analista-chefe de agricultura da Covrig Analytics, previu um excedente global menor de açúcar, estimado em 1,4 milhão de toneladas métricas para a temporada 2026/27, uma redução significativa em relação ao excedente de 4,7 milhões de toneladas previsto para 2025/26.

Em relação à produção de açúcar na região centro-sul do Brasil — a maior produtora do país — a consultoria Datagro, com sede no Brasil, projeta um aumento na produção, passando de 40,77 milhões de toneladas em 2025/26 para 40,9 milhões de toneladas em 2026/27. Contudo, há uma expectativa de que as usinas priorizem a produção de etanol durante o início da colheita.

A Al Khaleej Sugar, a maior refinaria de açúcar portuária do mundo, localizada nos Emirados Árabes Unidos, opera atualmente a 70% de sua capacidade, conforme declarado pelo diretor-gerente da empresa. Além disso, o preço do açúcar branco registrou uma alta de 3,1%, alcançando US$ 417,60 por tonelada métrica.

Cacau

O mercado de cacau em Londres encerrou o dia em alta, com um aumento de 91 libras, ou 3%, alcançando a cotação de 3.088 libras por tonelada. Essa valorização ocorre após o cacau ter atingido, na sexta-feira, o menor valor em mais de dois anos, na faixa de 2.728 libras.

Os comerciantes destacaram que os processadores locais de cacau na Costa do Marfim, que é o principal país produtor, estão relutantes em adquirir grãos para a safra intermediária, demandando reduções de preço. Até o momento, não houve vendas significativas da safra intermediária, o que pode provocar instabilidade entre os agricultores.

Na semana passada, o governo da Costa do Marfim anunciou a compra oficial de 100.000 toneladas de cacau em excesso, visto que os exportadores não estavam dispostos a pagar o valor estipulado pelo governo para os agricultores. No mercado de Nova York, o cacau teve um aumento de 2,1%, atingindo US$ 4.300 a tonelada, após registrar a menor cotação em mais de dois anos, de US$ 3.931, na sexta-feira.

Café

O café arábica teve um dia de queda, fechando com uma desvalorização de 16,15 centavos, o que corresponde a uma queda de 4,8%, resultando em um preço de US$ 3,171 por libra-peso. Esta movimentação segue-se ao registro de um mínimo em cinco meses e meio, que foi de US$ 3,1480.

Segundo a corretora ADMIS, o café está passando por um processo de liquidação considerável, especialmente após romper níveis de suporte técnico. O Brasil, o principal produtor, teve chuvas adequadas nos últimos dois meses. Apesar da queda, os agrônomos alertam que a temporada ainda não chegou ao fim, mas as perspectivas para o futuro se mostram mais positivas.

O café robusta, por sua vez, caiu 5,4%, alcançando o preço de US$ 3.810 por tonelada.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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