Abandono da Defesa de Daniel Vorcaro
O advogado Walfrido Warde, que atuava na defesa de Daniel Vorcaro frente às suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master, decidiu abandonar o caso. A informação foi confirmada pela assessoria de Daniel Vorcaro em comunicação enviada à coluna nesta quarta-feira, 21.
Motivos da Saída e Delação Premiada
Ao ser procurado pela coluna, Warde confirmou sua saída da defesa, mas não forneceu detalhes sobre os motivos que o levaram a essa decisão. Nos bastidores da economia, surgiu a hipótese de que Vorcaro poderia estar considerando a possibilidade de uma delação premiada. Contudo, o banqueiro negou com firmeza essa suposição. Em nota, ele afirmou que a alegação não reflete a realidade e que não houve qualquer tratativa formal ou informal nesse sentido, tanto por parte dele quanto de seus advogados.
A assessoria de imprensa de Daniel Vorcaro reafirmou a inocência do cliente, destacando que ele continua exercendo plenamente seu direito à defesa e colaborando com as autoridades dentro dos limites legais estabelecidos. No comunicado, também foi enfatizado que Vorcaro confia na elucidação dos fatos por meio dos processos legais adequados.
Situação do Banco Master e Liquidação do Will Bank
Este desenvolvimento ocorre no mesmo dia em que o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, uma instituição financeira que fazia parte do grupo do Banco Master.
Decisão do Banco Central
De acordo com informações divulgadas pelo Banco Central, a decisão de liquidar o Will Bank foi necessária após a instituição deixar de cumprir com os pagamentos à Mastercard, resultando na suspensão de suas operações com a bandeira do cartão. A Mastercard comunicou que, para evitar o aumento da dívida da instituição financeira, a medida foi tomada.
O Banco Central, em nota, destacou que “manter a empresa parecia viável. No entanto, no dia 19 de janeiro de 2026, o descumprimento pela Will Bank da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo tornaram a liquidação inevitável”.
Fonte: veja.abril.com.br